Resposta do Presidente de mesa da Assembleia Geral da APAMTC à carta do Sr. Pedro Choy
(Qualquer erro aqui presente é da minha inteira responsabilidade.)
COMUNICADO DO PRESIDENTE DA MESA DE ASSEMBLEIA GERAL DA ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DE ACUPUNCTURA E MEDICINA TRADICIONAL CHINESA ( APAMTC )
1 – Ao Presidente da Mesa de uma qualquer Assembleia Geral só caberá intervir quando os assuntos da Associação transcendem as funções da Direcção e atingem a maioria dos seus associados.
2 – Durante todo o longo tempo que tem decorrido para o processo de legalização da Acupunctura, após a Lei 45/03, tenho-me mantido num silêncio prudente e no respeito pelas funções estatutárias da Associação, limitando-me a uma intervenção pedagógica nas Assembleias Gerais para a manutenção da dignidade que se deseja ser apanágio da APAMTC e travando o ímpeto natural de indignação, na resposta a provocações, em moldes que nunca se lhes possam assemelhar.
Nesta atitude tenho sido acompanhado pela Direcção.
3 – Coube-me ler a “Carta aberta à Ministra da Saúde“ publicada na net pelas “Clínicas Dr. Choy” e assinada pela Direcção da APPA de que aquele senhor Choy é Presidente.
4 – Face ao que ali é exposto e dado que desde o início acompanhei todo o processo da legalização em curso, vejo-me na obrigação de comentar aquela carta e denunciar aquilo que do seu texto se me torna evidente como um insulto a esta Associação e ao seu Presidente da Direcção, atingindo necessariamente todos os associados e a mim mesmo.
Deixo ao Presidente da Direcção, eleito para representar a APAMTC na Comissão Consultiva, a tomada de atitude que mais achar conveniente como resposta aos boatos e outras tentativas de denegrir o seu nome ( aqui interpretados na qualidade de Presidente da Direcção desta Associação ) que há já algum tempo circulam na net.
5 – Antes de entrar propriamente no texto da “carta aberta” julgo ser de bastante importância referir certos factos históricos que parece nunca terem sido publicamente referidos pelo snr. Choy ou pelas suas Associações, nem mesmo pelas suas clínicas.
a) Para iniciar, tomo como exemplo o que li num texto ( net ) da autoria do snr. Choy em que é referido que a história da MTC em Portugal teria começado na década de oitenta do séc. passado.
Não há qualquer referência a quem começou.
Engana-se aquele senhor, já que por meados dos anos sessenta do mesmo século se deu o início em Portugal da prática moderna daquela Medicina, pela mão do Mestre Araújo Ferreira que regressado a Portugal vindo da Europa, onde foi discípulo do Mestre Eduardo Juveni e de ter tido várias reuniões com o muito reputado Mestre Nguyen Van Nghi, logo tomou discípulos e iniciou a divulgação da MTC – Acupunctura.
De notar que de entre os seus discípulos de então faziam parte médicos convencionais (honra lhes seja feita), antropólogos, sociólogos, e até oficiais de Marinha.
Tive o privilégio de me encontrar entre estes e muito provavelmente ser hoje o acupunctor mais antigo do país em exercício continuado.
b) Foi já, isso sim, em 1983 que o Mestre Araújo Ferreira publicou o seu livro “ O que deve saber de verdade sobre a acupunctura e não só “ que teve o sucesso bastante para ser traduzido em caracteres Braille.
Um ano antes, pelo seu impulso, foi fundada a Associação Portuguesa de Medicina Acupunctural em que também tive a honra de ser sócio fundador.
Pelo seu imenso saber e acção cívica, mesmo para além da Acupunctura, foi aquele senhor muitas vezes alvo do reconhecimento público e em abono da verdade sem a sua presença esclarecida, o seu dinamismo, e a sua capacidade de iniciativa, talvez ainda hoje não se tivesse chegado à fase da legalização em que nos encontramos.
Que o digam os Prof.s Reinaldo Batista, Ribeiro Nunes, Afonso Cautela, Valadares, Ricardo Salvatori, Serge Jurasunas, Maria Lucinda Tavares e tantos outros que desenvolveram os vários ramos da medicina não convencional, contando sempre com o seu conselho e a sua ajuda.
( Fugindo um pouco à Ética que nos impomos, não calarei o peso de seguidores, como o Dr. José Faro e a Dra. Deolinda Fernandes, na divulgação acertada e no ensino da MTC, de que certamente o meu Mestre se orgulharia)
Também tive o privilégio de me encontrar entre os que na companhia daquele Mestre, tentaram com o Dr. Femin Cabal, ( personalidade espanhola cujo conhecimento será obrigatório aos acupunctores ) que se conseguisse sediar em Portugal uma confederação de Medicinas Alternativas Naturais, o que por impossibilidades económicas nacionais se veio a realizar em Madrid, 1986, de que também me orgulho de ser sócio fundador, a reconhecida “ Confederación Internacional de Associaciones de Medicinas Alternativas Naturales “ em Outubro de 1986 e posteriormente a FENAM de que ainda cheguei a ser Presidente.
Não esquecerei a referência ao meu Amigo Daniel Laurent cuja luta pela legalização europeia da MTC é sobejamente conhecida, tal como o seu valor como Mestre em acupunctura.
c) No meu caso, tive a possibilidade de iniciar a minha prática acupunctural associada à Psicologia de C.G. Jung, no início dos anos setenta, o que é comprovado não só por documento oficial do então Ministério da Marinha, pelas publicações, pelas entrevistas em jornais de grande tiragem, por intervenções em congressos e outros encontros, tanto em Portugal como no estrangeiro, até na NATO, bem como pelo ensino.
d) Das últimas intervenções públicas em que acompanhei o Mestre Araújo Ferreira, antes do seu passamento para o Oriente Eterno aconteceu num programa da RTP 1, de grande sucesso, “Já agora”, do jornalista Carlos Pinto Coelho, cuja data não tenho presente, mas que já lá vai muito tempo. Nesse programa fui “democraticamente empurrado” para o painel de discussão como representante das “Medicinas Naturais”, como então se dizia, juntamente ao representante da Ordem dos Médicos e outros intervenientes. O seu apoio às minhas intervenções foi conclusivo.
Felizmente que alguns dos discípulos dessa altura dos anos setenta do Mestre Araújo Ferreira ainda estão vivos e ao que sei, alguns a exercer.
e) Claro que com a idade que tem, o snr. Choy não poderia estar a par deste apontamento histórico do século passado e do “quem é quem” na Acupunctura nacional, e se o soube nunca o quis revelar.
Julgo saber que terá 48 anos, pelo que andaria na casa dos doze anos quando se deu o início deste movimento.
Lembro-me ainda das primeiras intervenções televisivas daquele senhor em que tratava, dentro de água e através de “laser”, um golfinho sofrendo duma ptose da pálpebra. Explicou então que actuava na barbatana superior, estimulando o meridiano do Estômago do golfinho.
Mas isso já foram “décadas” depois dos iniciadores estarem a trabalhar sem nenhum interesse de negócios tipo “lobby “ ou monopólios, limitando-se a realizar a tarefa que havia muitos anos se tinham proposto:
- trabalhar e mostrar as vantagens do tratamento acupunctural e das outras vertentes MTC, seguindo como podiam os ensinamentos éticos do Mestre.
A propósito de Ética, recordo que apesar de ter sido eleito pelas Associações de então ( e contavam-se entre os seus sócios mais de uma centena de profissionais das Medicinas não convencionais ) para ser reitor de uma Universidade destas medicinas que alguns estavam a instalar em Braga, ao tomar conhecimento de irregularidades que ali ocorriam renunciei publicamente e pela televisão aquele cargo.
Também me lembro do primeiro aparecimento em meio das Medicinas Naturais do snr. Choy num congresso de Medicinas “Alternativas” realizado pelas Associações, (de que sou também fundador), de Naturopatia, de Homeopatia e Medicina Acupunctural e pela Escola de Biologia e Saúde.
Poderia falar de muita mais história, mas acho que o respeito pelos que nos antecederam e que lutaram contra todas as ameaças e que, esses sim, iniciaram todo o processo que agora está em culminação, não pode ser nem aviltado nem esquecido.
f) Poderia até falar das perseguições e dos inúmeros prejuízos de todos aqueles que se dedicaram às medicinas não convencionais em Portugal, da luta que se travou, desde os saudosos Alfredo Vasco Homem e Indiveri Collucci, do nosso tão terno amigo Dr. Correia de Oliveira, do snr. Fernando Santos da Diese e de muitos outros.
E, ao escrever isto, não sabendo porquê, ocorre-me com insistência a célebre pergunta :
“ Onde estava o meu amigo no 25 de Abril?”
6 – Chamam, os signatários da APPA, “a responsabilidade de, hoje em dia, se ouvir falar tanto de Acupunctura em Portugal”
Bem, vamos lá mais devagar meus caros senhores, as entrevistas na rádio, na televisão e nos jornais, as intervenções em congressos não afectos à medicina não convencional, os cerca de quarenta anos duma luta sem tréguas em que muitos de nós arriscámos a nossa qualificação científica Universitária, a reputação, a ida para a prisão, etc. etc. etc., isso pelo que parece não significou nada!
Será que o mais importante é o aparecimento de alguém num programa da tv popular nas manhãs semanais cujo grupo alvo é indistinto e em que se brinca com um esqueleto humano chamado “ Óscar”?
Será o que importa para a dignidade duma profissão médica é a aplicação de agulhas num programa televisivo da “chalaça” em que alguém é picado como exibição do tipo Vilar de Perdizes?
Ou talvez a propagação de inúmeras clínicas com um nome pessoal pelo país fora, lembrando outras célebres clínicas de cariz convencional, será a melhor propaganda da Medicina Tradicional Chinesa?
Talvez a criação dum mito pelos “media”, sabe-se lá como, isso sim seja o mais importante?
“Quem não aparece na TV não é gente!”. Aparecendo na TV aparece-se na Imprensa! E até na Rádio!
Aceito que muito foi divulgado, mas feito em proveito dum grupo de clínicas e não só.
Quanto a isto, eu e muitos outros, não pactuámos nem procurámos propaganda deste tipo, dado que sempre achámos a nível associativo e individual que não era benéfico para a Medicina Tradicional Chinesa o trazê-la para uma ribalta que não emparelhasse com os procedimentos da Medicina Convencional.
Muitas foram as recusas para presença em programas daquele tipo.
Por outro lado, o culto da personalidade sempre por nós foi repudiado, mantendo um perfil pessoal em tudo idêntico ao da Medicina Convencional.
g) Não estarão a fazer uma certa confusão?
Fala-se de acupunctura em simultâneo com o Dr. Choy. Confunde-se Dr. Choy e acupunctura.
Pela proliferação de clínicas com aquele nome, das variadíssimas aparições televisivas a propósito disto e daquilo, mesmo em campanhas políticas, do “Dr. Choy”, já se não sabe, se a nível popular, a Acupunctura é “Dr. Choy” ou se “Dr. Choy” inventou a acupunctura.
Bravo pela campanha magnífica de marketing executada em tão poucos anos.
Mas para isso é preciso muito dinheiro e influências. Há quem não tenha nem um nem outras e no entanto procurou seguir sempre um caminho recto dentro dos ditames da MTC e da Ética.
Resta ainda saber de que Acupunctura se fala, como se fala, quem fala, e o que se diz!
Pelo menos de certa acupunctura.
7 – Mais se diz:
“Se está em curso um processo de Regulamentação deve-se, mormente, ao trabalho desenvolvido pelos nossos associados do Continente, Açores e Madeira”.
Como referi anteriormente, parece que o trabalho realizado pelos que em décadas antecederam a “APPA – Clínicas Dr. Choy”, não serviu para nada.
E o trabalho da APAMTC para a Comissão Consultiva, este ao menos é reconhecido e testemunhado por todos os participantes.
Tábua rasa.
Haverá outros que o fizeram?
Não vale a pena comentar.
8 – E ainda, a respeito da“Recolha de assinaturas”
Olhem que não! Olhem que não!
Até eu consegui algumas centenas!
E os outros, as tais outras Associações que são referidas a seguir na “carta” como não consultadas, essas aqui não contam, ou são do mesmo grupo?
E a APAMTC , não conseguiu nenhuma assinatura, nem fez campanha de recolha pelos seus associados?
10 – Também é dito:
“ 2. Queremos que o representante da Acupunctura, nesta Comissão, seja eleito por votação secreta e directa (cada acupunctor deve votar e ter direito a candidatar-se ao cargo). Assim, democraticamente, exige-se que sejam feitas eleições onde possam participar todas as Associações e, logicamente, seus respectivos associados, ou mesmo qualquer profissional que não seja federado. Destas eleições sairá quem efectivamente nos representará, de forma justa, séria e à semelhança do que sucede em todas as Associações e/ou Ordens Profissionais, assim o exigem as normas da Democracia.”
“Democracia”?
Meus caros senhores, pelo menos a mim, nem à memória do meu Mestre, não me vêm dar lições de democracia.
Não vos vi, nem antes, nem durante o 25 de Abril. Eu estava lá e arrisquei a vida e a dos meus familiares. E é graças à minha acção e à de muitos outros que alguns hoje ousam falar dela como se fosse ( mais uma ) sua criação.
É certo que o snr. Choy teria então 14 anos.
Voltemos ao texto.
A votação proposta é risível.
Percebe-se que havendo alguém que conseguiu tão rapidamente dar “formação” de tantos “acupunctores”, possa vir a invocar a quantidade que terá como sócios na sua Associação e associadas.
Em contraponto APAMTC exige critérios para aceitação dos seus associados que são reconhecidos internacionalmente, e comparados à qualidade de ensino dos que saíram da Escola Superior de Medicina Tradicional Chinesa ( protocolo com a Universidade de Nanquim, a mais antiga Universidade chinesa a leccionar o curso de MTC, cujo reitor se desloca a Portugal para a entrega de diplomas. ) e ainda daqueles cuja experiência é reconhecida ao longo de muitos anos.
O Regulamento Interno está na “net” e pode ser verificado.
Formar pessoas com um currículo de cinco mil horas, não é o mesmo que com quinhentas ou até mil. A APAMTC requer qualidade ao invés de quantidade, pelo que necessariamente tem relativamente poucos associados, cento e vinte e cinco.
É óbvio que a mobilização de pessoas que por aí proliferam a exercer a dita “acupunctura” com pouca ou nenhuma instrução qualificada, mas intitulando-se acupunctores, será o mais fácil de conseguir, dado o medo que lhes inculcaram de que teriam que mudar de prática ou provar a sua qualificação por diploma ou anos comprovados de prática.
Trazê-los a uma votação maciça em alguém que lhes promete uma “igualização democrática” é obviamente fácil.
O que parece ser proposto é:
Vamos todos votar, os que “picam” com o que aprenderam com a compra de um livro, os que tiveram um “curso” de fim de semana, os que tiveram meia dúzia de lições, ou até que fizeram um curso por correspondência em Espanha, ou sei lá onde.
Não quero falar dos que compram diplomas por esse mundo fora.
Juntam-se os que andaram na escola do snr. Choy e os que tiveram cinco anos de aprendizagem de MTC com a tutela de reconhecida e respeitada Universidade Chinesa, onde realizaram estágio, e ainda os que têm trinta anos de prática continuada com reconhecimento internacional bem como muitos outros cuja qualificação é insuspeitada.
Somos todos iguais!
Viva a “democracia” tipo PREC!
Só que isto nada tem a ver com democracia, no mundo civilizado.
11 – Diz-se ainda:
“3. Como já referimos em cartas anteriores e mais uma vez reafirmamos, NÃO NOS SENTIMOS REPRESENTADOS PELO ACTUAL DITO “REPRESENTANTE” na presente Comissão Técnico Consultiva.”
Vamos lá falar a sério, na Comissão Consultiva o snr. Choy assinou pelo seu punho que votava no Presidente da Direcção da APAMTC como representante da área de Acupunctura.
Isso não pode negar e o documento existe.
Vem agora desdizer-se?!
Será que quando assinou foi só em nome pessoal e não na qualidade de representante dos inúmeros sócios da APPA e associadas?
Quanto ao consenso, será que o consenso de que falam é o da(s) sua(s) própria(s) Associações e das “Clínicas Dr. Choy” ( para onde vão os alunos das escolas do snr. Choy )?
Tal como é dito:
“6. Como pode alguém representar uma classe profissional não tendo sido escolhido, nem eleito, pela mesma?”
“ classe profissional ” ? ? ?
Onde é que há “classe profissional”? Já foi regulada a profissão?
Será que houve alguém que se tornou “dono” dos profissionais sem estes saberem e os agrupou “revolucionariamente” numa classe profissional?
Ao que me parece, não há nenhuma classe profissional, mas profissionais que se agrupam nesta ou naquela Associação, não esquecendo que a primeira foi a fundada em 1982 e os que trabalham como independentes.
Haverá algum Sindicato? Ou alguma Ordem?
Ou só haverá Associações dispersas, algumas com o mesmo mentor, cujos associados, em muitos casos, em praticamente nada se assemelham aos das outras, e por indivíduos profissionais não associados?
CONCLUSÃO
Por favor, não brinquemos agora com o que ao longo de décadas foi construído, com muito sacrifício, por alguns que se não movem por interesses monopolistas negociais, nem tornemos o conceito de democracia numa paródia que julgava já ter sido abolida há muitos anos…ou então:
VAMOS REPOR A VERDADE, JÁ!!!
Lisboa, 6 de Abril de 2008
ARAÚJO BRITO
Presidente da MAG da APAMTC
Retirado de:
http://www.apamtc.org/index.php?option=content&task=view&id=60



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Mefred says
Bom, a verdade é que o “Representante”, está ligado a uma associação e a uma Escola de MTC.
De certa forma, a chamada de atenção do Sr Choy, tem alguma razão de ser!
E tal facto, é sabido por toda a comunidade de MTC em Portugal.
Por isso de isenção esse representante não tem nada.
Já o velho ditado diz: “Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte…”
nunol says
Esperava que o representante da acupunctura estivesse ligado a uma cadeia de hotelaria? Ou talvez um representante do lobby das bananas secas da Jamaica? O representante da acupunctura foi eleito pelas principais associações do sector, APA-DA do Sr. Pedro Choy incluida. Na realidade o S. Pedro Choy não se opôs e votou a favor da eleição do director da APAMTC como representante da acupunctura.
“Toda a comunidade de medicina chinesa em Portugal”? Tem a certeza? Aconselho uma leitura mais atenta a este texto antes de afirmar isso.
Quanto ao velho ditado tenho uma coisa a afirmar: o curso proposto está longe do curso ministrado nesta escola. Portanto muito dificilmente se está a beneficiar a escola. Repare que o curso tem u´ma carga horária de 3700 horas totais (se não estou em erro) enquanto que o curso da escola tem 5000 horas. Se existisse interesse em beneficiar esta escola porque não aumentar a carga horária do curso?
Os seus requisitos minimos foram escolhidos para garantir uma formação base que dê respeitabilidade à profissão. Não se partiu nada. Construiu-se um modelo que permita aos profissionais adquirirem uma formação minima para o exercício da acupunctura. “A melhor parte”? Está-se a referir às horas infindáveis de trabalho não remunerado gasto para construir este modelo? Está-se a referir aos gastos da APAMTC para tradução de documentos? Ou estará a referir-se a protestos e mentiras públicas largadas após todo o trabalho ter sido realizado?
Além de aconselhar novamente a ler o texto com alguma atenção, aconselho também a esperar pelos próximos dias quando novas informações sobre o processo sairem.
Entretanto tenho todo o gosto em poder tirar qualquer dúvida que possa existir e que eu possa explicar.
Abraço
nuno lemos says
Já agora deixo mais uma pergunta: qual a moral do Sr. Pedro Choy para protestar contra este modelo de regulamentação? Se o representante está ligado a uma escola (ESMTC) e a uma associação (APAMTC) o Sr. Pedro Choy está ligado a 2 escolas (UMC e APA-DA – esta última com 3 cursos -) e a 4 associações (APA-DA, UMC, IMTC, APPA). Ou terá a chamada de atenção do Sr. Pedro Choy a ver com o facto das 3 escolas financeiramente rentáveis da APA-DA não terem condições para ministrar um curso que garanta a autonomia profissional dos profissionais do sector e ficar fora da regulamentação? Hummmmmm
Catarina says
Com o devido respeito aos membros da APAMTC e ESMTC, acho triste estes constantes ataques directos á PESSOA Dr Pedro Choy, ja os tenho visto/ouvido/lido mts vezes e ás tantas questiono se haverá alguma sombra de ódio pessoal ou, arrisco-me, inveja pelo que ele tem conseguido? Explicando: mencionam que ele teria 12 anos e 14 anos quando ja não sei quem andava a fazer não sei quê pela MTC, isto serve de psicologia basica para faze-lo parecer uma criança. Mas como dizem ele tem 49 anos, e ja pratica MTC ha 25… Não é um puto! E tb ja merece respeito! E tanto quanto entendo tirou o curso de MTC num Instituto francês que vocês apreciam.Quanto ao seu constante aparecimento em Tv, revistas, etc, não vos parece isso um excelente contributo para a divulgação da MTC/ Acupunctura? Não percebo como não o será!! O publico alvo, meus caros, é precisamente publico mais desinformado, leigo na materia, publico que desconhece (ou DESCONHECIA) a MTC mas que tem todo o direito a conhece-la e recorrer a ela. Ou não vos parece? Querem que a MTC seja uma medicina para elites cultas e informadas?! Eu tinha 5 anos quando um homem da minha familia colocava agulhas a si proprio, 1984, ele ja o fazia ha mais tempo, o engraçado aqui é que toda a minha vida não ouvi falar “socialmente”/por aí, ou na Tv/revistas sobre acupunctura ou MTC, passei sim a ouvir quando o Dr Pedro Choy começou as suas apariçoes e tal como eu, mt gente, que agora conhece e recorre á Acupunctura. Quando dizem no texto que recusaram convites de televisões para entrevistas eu pergunto-me seriamente porquê?? Naturalmente que assim permitiram que nesta materia de MTC o publico se habituasse a um so nome! Como se não houvesse “concorrencia” ou como se ele fosse o inventor da acupunctura. Nao queriam divulga-la? Porque? Eu na minha adolescencia quase morria de um tratamento de medicina convencional, foi a acupunctura que me salvou. Não tem todagente direito a isto? Quanto ás clinicas Dr Pedro Choy terem o nome dele e a devida publicidade, meus caros o marketing é uma realidade mas ha mais: dando ele constantemente a CARA e o NOME pelas clinicas, se estas não apresentassem bons resultados aos seus pacientes naturalmente não proliferavam nem se expandiam, antes pelo contrario, aniquilavam-se bem como á cara e nome que lhes estão associados! O melhor juiz é o cliente. Quem la vai ja experimentou algo que não lhe serviu e se a acupunctura daquelas clinicas tb nao lhe estivesse a servir não voltavam la nem mt menos aconselhavam a outros.
Acrescento que nunca vi nem ouvi nem li nenhum ataque pessoal do Dr Pedro Choy a alguem, pelo menos aí ele tem ética.
Só um reparo no texto acima: “…pela mão do Mestre Araújo Ferreira que regressado a Portugal vindo da Europa…” – Portugal É na Europa. Cumprimentos!
Catarina says
Nuno, porque é que estes bonequinhos que aparecem por baixo dos nossos nomes (nas respostas que damos) são tão infelizes? Têm umas expressões de zanga e outros de tristeza… Fica aqui a minha sugestão para mudar-lhes as expressões para algo mais alegre ou simpático. Beijinhos.
nuno lemos says
Boas Catarina, quanto à carta ela não foi escrita como um ataque ao Pedro Choy, ela foi escrita como uma resposta a um ataque do Pedro Choy. A ESMTC ou a APAMTC nunca atacaram o Pedro Choy a não ser após serem atacadas pelo mesmo. Portanto os qrgumentos que usas posso agora usá-los contigo? lol Se reparares pelo título esta carta é uma resposta à carta escrita pela APPA contra o representante da comissão de acupunctura e director da ESMTC. Portanto quando escreves… “Acrescento que nunca vi nem ouvi nem li nenhum ataque pessoal do Dr Pedro Choy a alguem, pelo menos aí ele tem ética.” enganas-te. Esta carta surge na discussão gerada pelos ataques do Pedro Choy ao representante da acupunctura.
Por outro lado as respostas que se seguiram na discussão não são da responsabilidade da ESMTC ou da APAMTC sendo unicamente da minha responsabilidade. Fui eu que as escrevi e sou eu que respondo perante elas.
Relativamente à ética na publicidade ou à forma como ela deve ser feita sem dúvida que são assuntos mais complexos e bastante interessantes. Tenho alguns artigos escritos sobre isso no blogue e deixo-te aqui o link para a subcategoria de deontologia e ética onde se encontram publicados. Gostaria muito de saber a tua opinião sobre os mesmos.
http://acupuntura.blogas-pt.com/category/5mtc-e-sociedade/deontolgia-e-etica-na-clinica/
se desejares continuar a consultar textos sobre regulamentação podes ver o link
http://acupuntura.blogas-pt.com/category/5mtc-e-sociedade/regulamentacao/
Podes reparar que este texto é o segundo a contar de baixo. Todos os outros textos vem na sequência desta discussão ou de outras discussões associadas.
Quanto ao bonecos já os eliminei. Ainda faltam fazer algumas alterações no blogue como usar favicoms (ou lá como se chamam) que vai permitir colocar fotografias e tornar mais agradável a apresentação dos leitores e as discussões.
abraço
Catarina says
Ola. Gostei de teres tirado os bonecos tristes. Ja li 2 dos textos cujos links apresentaste na resposta e deichei comentario num texto a proprosito de uma questão, ía deichar um segundo comentario acerca de outra questão do mesmo texto mas ja a escrevi 2 vezes e enviei e nao sei porquê ele não aparece, nao sei que se passa nem sei se esta resposta vai ser enviada. Gostava mt de ler essa carta “atacante” da APPA dirigida ao representante da comissão de Acupunctura. Onde posso encontrá-la?
nuno lemos says
Boas Catarina. Tenta enviar as mensagens novamente. Se calhar publicaste-as com pouco intervalo entre cada uma e o blogue ressentiu-se. lol Por vezes acontece-lhe estas coisas. No entanto ele tem estado a funcionar bem. Relembro-te também que se quiseres podes clicar na caixa embaixo para receberes notificações via email das respostas. Se desejares também podes assinar via email o blogue e assim recebes uma mensagem cada vez que um novo texto seja publicado.
A carta que desencadeou a resposta encontra-se neste link:
http://acupuntura.blogas-pt.com/carta-aberta-a-ministra-da-saude-da-appa/
Se desejares ler por sequência aconselho-te a usar as categorias do lado direito do blogue. Carrega em MTC e SOCIEDADE – Regulamentação e começa a ler os textos a partir do fundo. O primeiro é o texto do link e o segundo é este texto que comentaste – a carta de resposta do presidente da APAMTC –
Regulamentação e credibilização, o texto imediatamente seguinte, foi escrito por mim.
http://acupuntura.blogas-pt.com/regulamentacao-e-credibilizacao/