Quais as vantagens de um exame nacional, face a estes receios? Poderemos assegurar um bom ponto de partida para a futura comunidade profissional quando muitos dos profissionais se irão sentir discriminados face a outros colegas? Que sentimentos poderá desencadear este modelo para os profissionais que serão imediatamente aceites e aqueles que serão obrigados a demonstrar conhecimentos para exercer? Poderá o sentimento de discriminação minar as bases para a construção de uma classe social coesa?
A maior ameaça à futura coesão profissional será a ausência de uma Identidade comum. Como já escrevi, este problema é a base das dissidências que se têm vindo a observar. Que tipo de lutas podemos esperar quando profissionais que não fizeram exame serão vistos como elitistas e um alvo a abater após a regulamentação e os que não foram aceites como acupunctores serão vistos como mártires e vítimas de interesses pessoais mesquinhos?
Como encaram esta situação, aqueles que fizeram cursos mais exigentes? Depois de investirem mais recursos e tempo serão obrigados a fazerem um exame nacional juntamente com colegas cujos cursos não são metade do deles? Será justo, após todos os sacrifícios, serem sujeitos às mesmas regras de aceitação que outros profissionais que não fizeram metade dos sacrifícios? Poderá este sentimento de injustiça ser um factor destabilizador caso seja aceite um modelo de exame universal?
Apesar de algumas reticências neste ponto, acredito que um exame nacional tem a vantagem de fazer com que todos passem pelo mesmo e isso é essencial para a formação de uma identidade comum. Independentemente do curso, nesta fase, pedir igualitariamente a todos que demonstrassem possuir os conhecimentos necessários para exercer seria o mais correcto, por vários aspectos:
1 – iria garantir que só aqueles que possuem conhecimento poderiam exercer sob aval de uma única Ordem (algo que já é tentado no modelo actual). O exame, inclusivamente poderia ser usado futuramente como forma de avaliação de conhecimentos para entrada numa futura Ordem dos Acupunctores;
2 – seria mais ético, na protecção dos pacientes, uma vez que existem profissionais que tiraram o curso em escolas de fim de semana e que são excelentes profissionais e existem profissionais que tiraram cursos mais completos mas que não são bons profissionais;
3 – Teria um maior impacto na formação de uma identidade comum, mesmo existindo outros sentimentos de injustiça, na medida em que todos sentiriam que tiveram de passar por uma última prova semelhante e seria reconhecida uma homogeneização dos conhecimentos.
De notar que, ao contrário do que muitos acupunctores possam pensar, o exame nacional não vai resolver outros problemas que a regulamentação enfrenta, nem vai apaziguar muitas das bandeiras de guerra dos seus opositores. Chamo a atenção para o problema da auriculopunctura. A auriculopunctura é um microsistema da acupunctura. Em si mesma não representa um campo separado da acupunctura, e muito menos uma licenciatura. O métodos su joku, da acupunctura coreana, tem o mesmo problema; em si é um microsistema e não um curso à parte (aprende-se num fim de semana). As bases da acupunctura coreana, e da japonesa, são essencialmente as mesmas da Medicina Chinesa, uma vez que são derivadas desta. No entanto, estes pormenores serão discutidos noutro artigo, uma vez que ultrapassam, um muito, os objectivos deste texto.
Concordo plenamente com um exame nacional.
Deste modo será possível demonstrar a seriedade que tem esta profissão e possivelmente serão banidos os acupunctures borlões que nem sequer têm curso e excercem, dando sempre uma má imagem à mtc infelizmente.
Boas Ana. Eu acho que um exame nacional tem vantagens e desvantagens. Presumo que tenha lido os restantes textos. Se ainda não leu pedia-lhe que lesse e desse a sua opinião sobre o facto do exame nacional não nos dar um ponto de partida.
Por outro lado a actual regulamentação está bem feita de forma, também a detectar os borlões. Qual a sua opnião a esse respeito?
PS: peço desculpa pelo atraso na resposta, mas o blogue tem tido uns problemas e não era possível escrever comentários. Neste momento já está tudo bem. Também instalei um novo pluggin que permite aos leitores serem avisados por mail de respostas aos seus comentários. Caso esteja interessada assinale a caixa por baixo do espaço para escrever o comentário.
Abraço
Boas. Sim, também sou da opinião de que além das vantagens trás desvantagens, contudo a meu ver esta foi a melhor medida até agora apresentada. Relativamente aos avaliadores sou contra a serem acupuncutores portugueses, pois o avaliador tem de ser imparcial, e quer haja observadores perante as avaliações ou outros métodos que evitem favorecimentos, estes são acontecer na mesma.
Penso que a avaliação dos acupunctores portugueses deveria ser feita por internacionais, ou seja, pela OMS ou por uma universidade chinesa que não tenha nenhuma ligação com nenhuma escola portuguesa. O pedro choy é reconhecido pela OMS contudo na minha opinião as avaliões devem ser regulares e este senhor que é sempre colocado no alturar deveria também fazer exame, assim como outros.
Este exame a nivel nacional iria concerteza banir os burlões e pseudo-acupuncturistas.
Com a saúde não se brinca, é muito importante estas pessoas serem afastadas ou então que aprendam mtc a sério..
Bj
Boas. Sim, também sou da opinião de que além das vantagens trás desvantagens, contudo a meu ver esta foi a melhor medida até agora apresentada. Relativamente aos avaliadores sou contra a serem acupuncutores portugueses, pois o avaliador tem de ser imparcial, e quer haja observadores perante as avaliações ou outros métodos que evitem favorecimentos, estes são acontecer na mesma.
Penso que a avaliação dos acupunctores portugueses deveria ser feita por internacionais, ou seja, pela OMS ou por uma universidade chinesa que não tenha nenhuma ligação com nenhuma escola portuguesa. O pedro choy é reconhecido pela OMS contudo na minha opinião as avaliões devem ser regulares e este senhor que é sempre colocado no altar deveria também fazer exame, assim como outros.
Este exame a nivel nacional iria concerteza banir os burlões e pseudo-acupuncturistas.
Com a saúde não se brinca, é muito importante estas pessoas serem afastadas ou então que aprendam mtc a sério..
Bj
Oi Ana. A minha questão é esta: pela tua resposta não há avaliadores portugueses imparciais mas será que há acupunbctores competetntes para o serviço? Depois como podemos convidar uma associação estrangeira de forma a ser imparcial quando, na realidade, somos nós que a escolhemos? E será que é possível contratar acupunctores estrangeiros que não tenham ou não venham a ter contacto com alguma associação portuguesa? O grande problema é que alguêm tem de escolher os avaliadores: e esse alguêm temd e ser português. Decerto não concordas que seja um português fora da nossa área mas não nos decidimos por portugueses dentro da nossa área. Revela-se aqui o problema da falta de confiança que os acupunctores portugueses sofrem (eu incluído evidentemente).
Eu acho que o modelo actual também é bom, na medida em que ajuda a detectar burlões. Na realidade foi esse aspecto contra o aspecto democrático que gerou tanta controvérsia no inicio da sua apresentação.Por outro lado disseste que este modelo era o melhor apresentado até agora. Quais são as diferenças que o tornam superior?
abraço