Porque sou a favor desta regulamentação da acupunctura?

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CLIQUE NA IMAGEM E VEJA O QUE A ACUPUNCTURA PODE FAZER POR SI

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Quando chega o verão parece que há sempre dois assuntos mais quentes que as pessoas querem discutir. Um é o aquecimento global o outro é a regulamentação da acupunctura. Já tenho vários textos escritos, mas, uma vez que o assunto parece querer atrair a luz do dia novamente decidi voltar a escrever sobre ele. Este texto tem origem numa discussão realizada no MTCforum e fala das razões que me levam a defender este processo de regulamentação.

Em primeiro lugar esta regulamentação garante a mesma formação base para todos os acupunctores. Este é um aspecto crucial para se conseguir criar uma identidade profissional e uma classe profissional coesa.

É possível encontrar vários exemplos nas profissões de saúde, em Portugal. Quando o curso de Enfermagem passou a licenciatura, todos os enfermeiros que já tinham mestrado e exerciam foram obrigados a fazer mais um ano. Esse ano garantiu-lhes a licenciatura. A uniformização da formação para todos os profissionais é essencial para se conseguir criar e manter uma classe profissional. Os fisioterapeutas e técnicos de saúde fizeram todos a mesma coisa que os enfermeiros e continuarão a fazer de forma a não criarem divisões que possam destruir a classe profissional.

Outro exemplo é a forma como os técnicos de Medicina Nuclear foram regulamentados. Na altura em que se criou o curso de Medicina Nuclear todas as pessoas que já trabalhavam como técnicos foram obrigados a tirar o curso. Isto, se desejavam seguir na carreira. A partir do momento em que se regulamenta uma profissão e se definem os saberes técnicos dessa profissão, esses saberes devem ser idênticos para todos os profissionais.

Evidentemente que existem imensas particularidades nos diferentes processos de regulamentação. Actualmente existem acupunctores com uma grande variedade de cursos (uns mais completos que outros) enquanto que os técnicos não tinham nenhum curso. Então porque uso este exemplo?

Independentemente da inexistência de cursos na Medicina Nuclear ou da variedade de cursos na acupunctura, a verdade é que os técnicos de Medicina Nuclear não fizeram mais do que ter todos a mesma formação que é o que se pede na regulamentação de acupunctura. Uma vez que existem acupunctores com cursos idênticos ou superiores ao exigido pela regulamentação, essas pessoas são aceites (uma vez que não tinha sentido pedir-se para tirarem outro curso idêntico ou mais pobre academicamente). Aos acupunctores que não possuem esse nível de formação pede-se que demonstrem os conhecimentos necessários ou que façam a formação que falta.

É mais justa na medida que dá hipóteses ao acupunctor de usar os conhecimentos que adquiriu após o curso, não o limitando a um currículo escolar que pode ser limitativo quanto à informação sobre as verdadeiras capacidades desse acupunctor.

Pode-se contrapor que o facto de ser mais justa não a torna justa. É verdade. Não posso dizer se existiria alguma solução mais justa. Mas posso afirmar que a forma como está feita torna, esta regulamentação mais justa socialmente e mantêm os níveis de seriedade e profissionalismo que devem ser exigidos a este tipo de comissão. O problema não está só na justiça social mas também na exigência relativamente à formação e conhecimentos base do acupunctor.

Em segundo lugar porque, o curso exigido pela regulamentação, garante a autonomia profissional dos acupunctores. O nível de formação é essencial para se conseguir obter poder sobre o nosso futuro profissional. Saber que a Ordem dos Médicos e os Médicos acupunctores pretendem transformar os acupunctores em técnicos deveria ser aviso mais que suficiente para se exigir os níveis de formação propostos pela comissão de regulamentação. Colocar em causa este princípio, é colocar em causa o nosso futuro enquanto profissionais independentes. Já há muitas pessoas interessadas em assassinar a nossa autonomia profissional.

Em terceiro lugar porque, e apesar das críticas de ser injusta (erradas, no meu ponto de vista!), na verdade não existem alternativas mais viáveis, ou pelo menos, mais responsáveis. As contra-propostas tem sido um desastre no que concerne à seriedade com que se discute a formação dos acupunctores, no que concerne à coerência argumentativa entre ter profissionais devidamente formados e aceitar todos aqueles que dizem fazer acupunctura e no desleixe da vitimização, com defesa nos valores democráticos, quando o que está em causa não é o acesso ao sufrágio universal mas sim os níveis de conhecimento que um profissional deve ter para exercer essa profissão.BannerFans.com
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O autor

nuno lemos

Licenciado em Medicina Chinesa pela Universidade de Nanjing divido o meu tempo entre prática clinica, aulas e formações de acupuntura, escrita e mestrado em radiofarmácia.

7
  1. Rita says

    Olá Nuno,
    Como apelidaste a regulamentação como um dos dois assuntos mais quentes, e como está imenso frio, decidi ressuscitar este texto :)
    Para já, não percebo como é que não tem nenhum comentário, devia estar distraída na altura lolololol.
    Ora vamos lá falar dos teus erros de raciocínio…
    “Em primeiro lugar esta regulamentação garante a mesma formação base para todos os acupunctores.” e depois dás o exemplo da licenciatura em enfermagem e o curso de Medicina Nuclear.
    O que se passou na Enfermagem e na Medicina Nuclear, não é o que se passa nesta proposta de regulamentação (como tu depois afirmas, e bem, na continuação do texto). Esta proposta de regulamentação não garante a mesma formação base para todos os acupunctores, como tu afirmas. Até poderia ser verdade, se estivesses a falar dos acupunctores licenciados pós-regulamentação. Mas, não só tu não estás a falar desses casos, como isso seria verdade para qualquer proposta de regulamentação, uma vez que um dos objectivos da regulamentação é definir o currículo base dos cursos a serem homologados.
    Depois afirmas “É mais justa na medida que dá hipóteses ao acupunctor de usar os conhecimentos que adquiriu após o curso…”, ou seja, não garante a mesma formação base para todos os acupunctores.
    Então? Afinal o que é mais importante para ti? A identidade profissional que garante a coesão da classe, ou a justiça de não se limitar a avaliação da capacidade profissional à formação, contemplando também todos os conhecimentos adquiridos extra-curso?
    Fico a aguardar, sendo certo que tst e gmt, despeço-me com mav e bnbl :)

    Responder

  2. nuno lemos says

    Boas Rita. Realmente tens razão: o processo de regulamentação não garante exactamente a mesma formação base para todos. Mas é o processo que mais se consegue aproximar desse objectivo. Esta é a base de raciocinio:
    1 – existe um curso base para todos
    2 – são aceites profissionais cuja formação profissional seja idêntica ou superior
    3 – é pedido prova de conhecimento a profissionais cuja formação seja inferior ao exigido pelo processo de regulamentação.
    Estes parâmetros ajudam a criar uma classe com uma formação base, não totalmente idêntica, mas muito parecida. No entanto, por exemplo, acupunctores com mais de 15 anos de prática serão imediatamente aceites – se não estou em erro – o que faz com que nem toda a gente tenha realmente os mesmos níveis de formação.
    No entanto o processo de regulamentação em causa foi o único a abordar este problema e a tentar resolve-lo e é o que mais próximo temos de uma classe profissional com uma formação base semelhante. Ainda não foi proposta nenhuma alternativa que contemple este aspecto.
    Quanto às analogias com outras profissões: é verdade que a regulamentação da acupunctura tem características próprias, que não existiam nos exemplos de enfermagem e medicina nuclear. Por exemplo:
    1 – a enfermagem já tinha uma classe profissional bem definida, era praticada no SNS e com ordem própria na altura em que passou para licenciatura. A medicina Nuclear já era praticada no SNS mas não tinha ordem nem curso prévio. Na acupunctura já existem cursos prévios – uma grande variedade – existem diferentes associações – ligadas às respectivas escolas – e não está regulamentada nem é praticada no SNS, por uma classe própria – nós mesmos.lololol -.
    Mas estas diferenças não inviabilizam a necessidade de lutar por uma formação base. Na realidade são 2 exemplos diferentes entre si mesmos e que chegam todos ap mesmo objectivo: garantir formação idêntica para todos os membros daquela comunidade.
    Este processo de regulamentação é o que mais se aproxima dessa meta.
    Relativamente ao problema da sua justiça social e da formação base. Expliquei-me mal: por formação base não queria dizer o mesmo número exacto de horas teóricas com disciplinas 100% idênticas. Mesmo nos cursos de Medicina Nuclear existem diferenças de escola para escola. Mas todas elas partem do princípio que no final existe um determinado conhecimento comum a todos os técnicos de Medicina Nuclear.
    Na realidade tenho confundido um pouco “formação” com “conhecimento”. Acho que deveria usar formação mais no sentido de descrever as horas práticas e horas de estágios clinicos e conhecimento no que concerne às aulas teóricas. Seria uma hipótese? De qualquer forma dei um pouco de liberdade demais ao termo “formação”.
    Por outro lado a hipótese de dar ao interessado uma forma de provar que possui o conhecimento, apesar de não ter a formação base exigida(lololol), é mais justo socialmente por várias razões:
    1 – não obriga o interessado a pagar um novo curso, após já ter pago o seu primeiro curso
    2 – dá-lhe hipótese de mostrar conhecimento mesmo que o tenha ganho fora do curso levando em linha de conta o seu conhecimento e capacidade auto-didacta
    De qualquer forma tenho de rever a problemática da “formação” e “conhecimento” lolololol
    mav, gmt e bnbl lol

    Responder

  3. Rita says

    Bom dia :)
    1- Como já disse, qualquer proposta de regulamentação tem que, obrigatoriamente, incluir o curriculum base das futuras licenciaturas em Acupunctura, logo, esta questão nem se coloca, pois a partir do momento em que existir regulamentação, existirão cursos homologados. Como é óbvio, todas as pessoas formadas a partir dessa altura, terão a mesma formação base.
    2 – Quanto a este ponto, podia continuar a discutir, podia deixar uma série de links para outros textos onde já deixei a minha opinião, mas, a verdade é que não me apetece, por isso ficamos por aqui lolololol (até porque, não foi para isso que deixei este comentário)
    3 – Bem, aqui bloqueei na história dos 15 anos!!! Nem consigo ler mais nada! O que é isso dos profissionais com mais de 15 anos? Houve alguma alteração à proposta divulgada, que eu desconheço, ou é só um lapso teu?
    E não foi proposta nenhuma alternativa, porque essa parte do documento não estava em discussão, lembras-te? Só tivemos direito à caracterização profissional… Uau!!!
    Quanto às analogias com as outras profissões, pois, não é comparável… Na enfermagem tratou-se de um upgrade, e a forma como foi feito foi a maneira encontrada de não prejudicar os enfermeiros existentes pois, como é óbvio (pelo menos no Estado), uma maior formação dá direito a uma maior remuneração. Money makes the world go round… lolololol
    Quanto à Medicina Nuclear, se não havia nenhum curso, a grande questão também não se coloca. Mas não pode ter sido uma lei fracturante, até porque não podiam ficar sem técnicos de MN até sair a 1ª fornada com curso lololololol.
    Ou seja, a meta não era comum. Na MN tratava-se de dar formação a quem não a tinha, porque não existiam cursos. Na enfermagem tratava-se de não criar desigualdades salariais, essas sim, causadoras de falta de identidade e união profissional, como se pode ver agora no caso da “nova” greve dos enfermeiros.
    Quanto aos termos formação/conhecimento… Até podia desculpar, não tivéssemos nós já tido várias discussões acerca disso, nomeadamente em relação aos cursos de “fim-de-semana” :)
    Um curso é homologado por cumprir o curriculum mínimo de formação. Como é óbvio, nada impede as escolas de aumentarem esse curriculum, mas impedem-nas de o diminuir. Por isso, quanto o ensino está regulamentado, existe uma formação base comum a todos.
    Realmente existe uma grande diferença entre formação – o que é leccionado no âmbito do curso – e conhecimento – aquilo que a pessoa efectivamente sabe. E não são poucas as vezes em que o conhecimento é inferior à formação, mas aí já não podemos fazer nada… Talvez um dia sigamos o exemplo da Ordem dos Advogados, aí sim, podemos falar de conhecimento base comum a todos os profissionais. Mas aí entra outra vez a discussão dos exames nacionais… Bolas, estas discussões vão sempre dar ao mesmo!!!
    tst, gmt, mmmmmav

    Responder

  4. nuno lemos says

    1 – sim, mas concordamos que qualquer classe foi estabelecida levando em linha de conta uma formação gase muito semelhante para todos os seus membros. E podemos concordar que isso é necessário para o estabelecimento de uma classe profissional?lolol
    2 – ca granda lata. Porque é que tem de ser um lapso meu? lololololololol
    Lê o que escrevi no texto “Regulamentação e credibilização”
    http://acupuntura.blogas-pt.com/regulamentacao-e-credibilizacao/
    “1 – para terapeutas com menos de 1 ano de fim de curso é obrigatório a existência de um currículo escolar compatível com os saberes exigidos caso contrário deverá inscrever-se numa escola onde possa receber esses conhecimentos.

    2 – Para os terapeutas que já exercem há mais de 1 ano e menos de 5 anos devem apresentar-se a exame, caso não tenham um curso tirado com os requisitos mínimos necessários. Se não desejarem fazer exame podem continuar a trabalhar sobre tutela até cumprirem 5 anos de clínica e depois entregar portfolio.

    3 – para os terapeutas com mais de 5 anos é necessário entregar currículo e um portfolio. O portfolio deverá ser constituído por 10 casos clínicos diferentes com tema bem definido. Caso existam dúvidas, após leitura do portfolio, faz-se uma entrevista. Caso continuem a existir dúvidas após a entrevista o candidato deverá fazer o diagnóstico de um caso real com júri. Também deverá implementar os melhores princípios terapêuticos e saber seleccionar a melhor terapia.”

    E não concordo. A APPA enviou uma proposta que se pretendia como alternativa. Ou pelo menos tentava ser algo parecido.
    E não consigo concordar sobre a enfermagem e a Medicina Nuclear. Apesar de exemplos diferentes não significa quer não sejam úteis para se analisar a questão da necessidade de regulamentar a acupunctura. Mais não seja porque a base está sempre numa formação base idêntica.
    E já agora: como faríamos para pagar os ordenados aos acupunctores com formações muito diferentes? Existem acupunctores que nem curso tiraram. Como se vai fazer para regular o ordenado de todos estes profissionais? Não seria útil primeiro tentarmos garantir uma regulamentação que procurasse garantir uma classe profissional cujos membros teriam conhecimento e prática idênticos?
    A Acupunctura apesar de diferente em alguns aspectos é semelhante noutros: não podemos ter uma comunidade profissional com profissionais com formações muito distinctas desde formações de quase 5000 horas a ausência completa de formação, passando pelos famoso cursos de fds! É impossível criar uma classe profissional com formações tão distinctas. Fica dificil definir um ordenado base com profissionais com formações tão distinctas.
    Quer queiramos quer não é a uniformização do conhecimento de uma profissão que permite criar uma determinada classe. Não vejo como isto possa ser disputado. lolololol
    tst, mav, mbv, svns lol

    Responder

  5. Rita says

    Aiiii… Diz lá em que parte dos teus textos, do texto da proposta de regulamentação, de qualquer texto, se refere que os profissionais com mais de 15 anos de profissão são imediatamente aceites?? Quer tenha 5 ou 35 anos de profissão, tem sempre que fazer prova dos conhecimentos através do portfolio. Por isso te perguntei: Tiveste acesso a alguma alteração na proposta, ou foi um lapso teu?
    “como faríamos para pagar os ordenados aos acupunctores com formações muito diferentes? Existem acupunctores que nem curso tiraram. Como se vai fazer para regular o ordenado de todos estes profissionais? Não seria útil primeiro tentarmos garantir uma regulamentação que procurasse garantir uma classe profissional cujos membros teriam conhecimento e prática idênticos?”
    Lá estás tu a baralhar tudo outra vez. Depois da regulamentação, vais continuar a ter acupunctores com FORMAÇÕES muito diferentes. Se um acupunctor que nunca tirou o curso, mas que tenha mais de 5 anos de prática, apresentar o portfolio e lhe for emitido o CAPA, não lhe é dada uma licenciatura. E vais ter acupunctores licenciados. Uma vez mais, começas a falar de “formação” e acabas a falar de “conhecimento”. Vais continuar a ter acupunctores licenciados e acupunctores com a 4ª classe, por muito que tenham comprovado ter os mesmos conhecimentos base.
    E continuas: “Fica dificil definir um ordenado base com profissionais com formações tão distinctas.
    Quer queiramos quer não é a uniformização do conhecimento de uma profissão que permite criar uma determinada classe.” Pensava que já tínhamos chegado a uma conclusão acerca da diferença entre formação e conhecimento.
    Ou seja, ou adoptamos o modelo usado na enfermagem, e vamos todos estudar outra vez, ou esperamos que o pessoal se reforme todo, até ficarem só os licenciados pós-regulamentação. Só assim terás a formação base comum a todos os acupunctores.
    E eu não estou a disputar nada, apenas disse que esta proposta de regulamentação não garante a uniformização da formação dos acupunctores, mas também não é uma crítica, é apenas uma constatação.
    Bjs

    Responder

  6. nuno lemos says

    Está escrito:
    ” para os terapeutas com mais de 5 anos é necessário entregar currículo e um portfolio. O portfolio deverá ser constituído por 10 casos clínicos diferentes com tema bem definido. Caso existam dúvidas, após leitura do portfolio, faz-se uma entrevista. Caso continuem a existir dúvidas após a entrevista o candidato deverá fazer o diagnóstico de um caso real com júri. Também deverá implementar os melhores princípios terapêuticos e saber seleccionar a melhor terapia.”
    Obviamente foi lapso meu. LOLOLOLOLOLOLOLOLOL
    Curiosamente está escrito no artigo que aconselhei. Enfim, é o que dá ler as coisas sem olhar para elas. lololol
    É evidente que vão existir algumas diferenças de formação entre os acupunctores levando em linha de conta o conhecimento que eles podem ter adquirido ao longod a sua prática clinica.
    Duvido muito que acupunctores que nunca tenham tirado o curso recebam o CAPA, sem mais nem menos. Vão ter de apresentarcasos clinicos e saber discuti-los. É muito fácil apanhar em falso pessoas que falem daquilo que não percebem.
    E atenção, formação e conhecimento podem não ser a mesma coisa, mas não vamos cair no erro de pensar que não existe nenhuma relação causal entre eles. A boas formações está associado o conhecimento e a más formações não. Deve dar-se a hipótese de as pessoas mostrarem que adquiriram conhecimento. Mas espero que não existam dúvidas relativamente ao factod e que formações fracas e falta de conhecimento por quem as tira costumam estar correlacionados. De qualquer forma não exluo a possibilidade de existirem acupunctores com formação fraca e bons conhecimentos adquiridos ao longo dos anos de trabalho.
    Falei no ordenado porque o mencionaste relativamente à enfermagem. E não confundi formação com conhecimento.
    O exemplo da enfermagem não te diz que vamos todos estudar: diz-te que quem não tiver a formação base exigida em determinado momento vai estudar para ficar com essa mesma formação. Alunos que foram licenciados não precisaram mais estudar. No entanto enfermeiros com 10 anos de profissão e só 3 anos de curso precisaram fazer a licenciatura. A enfermagem e a Medicina Nuclear mostram bem a necessidade de ser ter formações semelhantes. lolololol
    Não sou contra avaliar os interessados com base no conhecimento e não na formação – no caso particular da acupunctura – até porque assim se evitam injustiças contra alguns acupunctores. No entanto isso não significa que a formação nãos eja importante. Como disse a boa formação está associado conhecimento.
    E também não concordo quando dizes que esta regulamentação não ajuda a uniformizar da formação dos acupunctores. E não creio que seja uma constatação. lolololol
    Bjs tst svns csss lolololol

    Responder

  7. Rita says

    Pois é, andas a dormir e depois vens para aqui com essas conversas dos 15 anos… No que é que seria que estavas a pensar?? McDonalds?? lololololol

    Se tu dizes que os enfermeiros tiveram que ficar todos com uma licenciatura, para ficarem todos com a mesma formação, se a regulamentação da acupunctura seguir essa ideia, então sim, temos todos que voltar a estudar. E porquê? Porque só depois dos cursos serem homologados é que vão passar a existir licenciaturas e, por consequência, licenciados. Qual é a dificuldade? Lá porque te dão o CAPA e te deixam exercer, não significa que isso te dê automaticamente um grau académico, ao qual não tens direito. A única diferença é que uns vão ter que dar provas dos conhecimentos que adquiriram, enquanto que em relação aos outros, vão partir do princípio que o conhecimento adquirido corresponde à formação recebida.
    “E também não concordo quando dizes que esta regulamentação não ajuda a uniformizar da formação dos acupunctores. E não creio que seja uma constatação.”
    Se tens uma regulamentação que vai criar um grupo de acupunctores pré-regulamentação – acupunctores com conhecimentos “comprovados”, que têm o CAPA e que podem exercer – e um grupo pós-regulamentação – acupunctores licenciados, com acesso a pós-graduações e mestrados – e não compreendes que isto não está nem perto de ser uma uniformização da formação dos acupunctores, então não vale a pena dizer mais nada.
    A não ser que estejas a fazer uma análise da proposta de regulamentação a muito longo prazo, ou seja, quando todos os acupunctores pré-regulamentação estiverem mortos ou, pelo menos, reformados.

    E para não haver mais mal-entendidos
    formação
    (latim formatio, -onis)
    s. f.
    1. Acto ou efeito de formar ou formar-se.

    formar – Conjugar
    (latim formare)
    v. tr.
    1. Dar corpo ou forma a.
    2. Constituir.
    3. Organizar.
    4. Fundar.
    5. Conceber; imaginar.
    6. Preparar.
    7. Amoldar.
    8. Instruir, educar.
    9. Traçar.
    10. Descrever, criar.
    11. Alinhar.
    12. Estabelecer.
    13. Planear; promover a formatura de.
    v. intr.
    14. Entrar na forma, em linha.
    v. pron.
    15. Tomar forma.
    16. Receber ensinamentos. = educar-se
    17. Doutorar-se. = diplomar-se
    (deixei todas as definições, não fosses tu acusares-me de só deixar as que são relevantes no contexto da discussão :) )

    conhecimento
    s. m.
    1. Acto ou efeito de conhecer.
    2. Noção.
    3. Notícia, informação.
    4. Experiência.
    5. Ideia.
    (aqui já só deixei algumas… sabias que “conhecer” também pode significar “ter relações sexuais”‘??? As coisas que uma gaja aprende no dicionário… A partir de agora, vou ter mais cuidado no uso deste verbo!!! lololololol)

    Como podes ver, não há espaço para baralhares as minhas palavras com as semelhanças entre formação e conhecimento, e a sua relação com a presente proposta de regulamentação. A maneira mais simples de parar com esta discussão é perguntar-te se no teu curriculum vitae dizes que tens “formação em informática na óptica do utilizador” e “conhecimentos de Medicina Chinesa”… lolololololol
    Uniformiza o conhecimento? Até podes dizer que sim, que eu não vou discutir, apesar de não concordar. Uniformiza a formação? De maneira nenhuma.
    Uma vez mais, é apenas uma constatação. :)
    Bjs, svns csss (???) para ti também lololololol

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