Muitas vezes ouvem-se os médicos atacar e contestar as medicinas não convencionais, sejam idóneas ou não. Atacam os acupuntores, com excepção dos colegas que fazem acupuntura, atacam o reiki, a medicina quântica, a homeopatia, a osteopatia, etc…
Muitas das críticas que fazem tem razão de ser. O atendimento, apesar de muito simpático, é desprovido de segurança e os conselhos dados por muitos desses terapeutas estão perto daquilo que se poderia chamar Lixo. O leitor por esta altura já me deverá conhecer suficientemente bem para saber a minha opinião acerca da maioria das chamadas medicinas alternativas.
Existem terapeutas que não sabem fazer a diferença entre clínica e religião, existem terapêuticas que ajudam mais os pacientes a desenvolver as suas neuroses do que em curá-las, existem terapeutas a prometerem curas ilusórias ou terapeutas que definem qual a medicação médica que o paciente deve ou não tomar.

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O texto que se segue é uma tradução de um livro on-line inglês sobre a nova lei de licenciamento de produtos medicinais herbais conhecida como THMPD. No final do artigo o leitor pode encontrar as referências usadas no mesmo e o link original do artigo.
“Elizabeth Williamson M
Antecedentes: porque é que o THMPD é necessário?
A Directiva dos Produtos Tradicionais de Medicina Herbal (THMPD) 2004/24/CE é um processo regulatório estabelecido para fornecer um mecanismo pelo qual os fabricantes de boa qualidade de medicamentos fitoterápicos podem registrar seus produtos como medicamentos, em vez de classificá-los como suplementos alimentares e, assim, permitir-lhes fazer (com restrições) reinvindicações médicas na embalagem e no folheto de informação ao paciente (PIL). O Esquema de Registro de Medicina Herbal Tradicional (THMRS) é projetado para medicamentos fitoterápicos tradicionais manufaturados que são adequados para uso sem supervisão médica (Directiva CE, 2004). Ele garante que o paciente está recebendo não apenas um produto de boa qualidade, mas também de aconselhamento mais confiáveis sobre a sua utilização. A legislação anterior fez muito pouco em termos de garantias e fez com que os produtos poderiam ser vendidos com pouca consideração para a segurança, a qualidade ou a prestação de informações úteis ao paciente. Embora tenha sido projetado principalmente para proteger o paciente, o esquema também tem vantagens para o fabricante. Isso significa que, sem a necessidade de cumprir os requisitos significativamente mais rigorosos de uma autorização completa de comercialização (MA), o produto ainda pode ser considerado um medicamento com a maior liberdade para a promoção de vendas que o registro confere, e, ao contrário dos produtos não licenciados, alegações medicinais também podem ser feitas. Muitas das condições do MA são quase impossíveis de cumprir para estes medicamentos, e não os registrar a todos não protege o consumidor. O THMPD é, portanto, o processo de aprovação regulamentar para as principais plantas medicinais na União Europeia (UE).

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Desde há uns meses que venho a receber alguns mails sobre uma nova lei europeia que visa regulamentar o uso de plantas medicinais. Esses mails são alarmantes e, apesar de ser um assunto sério e importante, muitas vezes oferecem informação errada. Num dos últimos mails que recebi vinha escrito:
“Este ano a União européia vai votar pela proibição do uso de remédios naturais como óleos essenciais, plantas medicinais, homeopatia e acupuntura.
Se for aprovado, toda a Europa vai estar proibida de usar eles para tratamento de qualquer doença.
Será proibida também a venda livre de ervas, chás e óleos essenciais e produtos associados.”
O texto que se segue não é da minha autoria e foi retirado do seguinte link:
http://www.artigonal.com/medicina-alternativa-artigos/o-fantastico-drauzio-varella-3281389.html
O site disponibiliza uma versão para republicação e foi com esse código fonte que publiquei o artigo neste blogue.
O autor do blogue
Nuno Lemos
Por: ClaudioRj
Lobby das Indústrias Farmacêuticas na Televisão. O Fantástico, Drauzio Varella, as plantas medicinais e o lobby da indústria farmacêutica Dr. Marcio Bontempo. Hoje o texto esta em negrito para realmente chamar atenção.
1 – O Ministério da Saúde criou em 2006 o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF) baseado principalmente em estudos
da Universidade do Ceará que criou as Farmácias Vivas. Esse programa estimula o estudo das plantas medicinais de forma séria e tem dado bons resultados, como se pode ver neste vídeo.
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Escrito por Fang Liu * – terça-feira, 31 de agosto de 2010
O Fantástico deste domingo (29/08) mostrou uma matéria absurda descaracterizando a medicina chinesa e terapias alternativas.
A matéria completa está aqui. Abaixo segue minha resposta – desculpem a extensão, mas estes esclarecimentos são muito importantes para a saúde de todos nós.
Desacreditando as medicinas naturais
Foi realmente horrível terminar o domingo com uma matéria tão absurda e mentirosa quanto o novo quadro do Fantástico “É bom pra quê?”. Respeito profundamente o Dr. Dráuzio Varella e seu trabalho, mas não é admissível uma matéria tão manipulada e tendenciosa quanto esta, cujo único objetivo é desinformar e confundir o telespectador, propagando a idéia errônea de que “só a medicina moderna salva”.
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O programa fantástico com o Dr. Drauzio Varella fez um episódio sobre fitoterapia, plantas medicinais. Este programa fez uma grande critica ao uso da graviola e gerou imensa controvérsia no Brasil e bastantes protestos por parte de muitos defensores das medicinas alternativas. Hoje publico o programa. Nos dias seguintes serão publicadas algumas respostas ao programa.
Ainda há não muito tempo existia uma política de “esconder o conhecimento” que vingava pelos profissionais de acupunctura em Portugal. Alguns colegas mais velhos e professores ensinaram-me que se deveria ter muito cuidado a passar o conhecimento para os outros. O conhecimento existia para ser escondido.
Ainda me lembro de visitar o site de uma nova escola em Portugal que publicitava nas cadeiras de acupunctura “pontos de acupunctura desconhecidos para a maioria dos ocidentais”. O conhecimento não só se escondia como se publicitava essa política.
Nunca compreendi totalmente esta política: era mais semelhante ao comportamento típico de escolas esotéricas, cujo conhecimento deve ser preservado e escondido, do que de escolas com pensamento científico onde o conhecimento deve ser partilhado e discutido publicamente.
Ser médico tem a grande vantagem de ter um bom ordenado e um futuro promissor pela frente. Também tem a vantagem de ser uma profissão à qual se encontra associada um enorme prestígio social. De tal forma que imensas pessoas vão para as faculdades de medicina mais pelo prestígio, que decerto vão ter, e pelo dinheiro, que provavelmente irão ganhar, do que propriamente dito pela vocação para a prática da profissão.
Eu sou um dos que critica as faculdades de Medicina por dar uma atenção extremamente grande a factores como as notas do secundário e desprezar outros parâmetros como a vocação para o exercício de uma determinada profissão. Exige-se dos médicos uma capacidade intelectual enorme, mas nãos e exige deles uma abordagem humana semelhante.
Esta sexta-feira foi publicada uma notícia no Diário de Notícias intitulada “SNS faz 3000 consultas de acupunctura todos os anos”[i]. Como o título afirma claramente, existem cada vez mais médicos a dar consultas de acupunctura nos hospitais públicos. Médicos, podem dar consultas de acupunctura em hospitais públicos com formações de 300 horas, podem dar consultas privadas, não pagam IVA e ainda podem vir à televisão dizer que aceitavam a acupunctura no SNS se esta fosse provada cientificamente. Basicamente a classe médica tem carta branca para dizer e fazer o que quiser.
Eu continuo com uma formação base de quase 5000 horas, a ter de pagar IVA e sem poder exercer em hospitais públicos ou em centros de saúde ou em clínicas da dor e continuo a ser tratado como um pseudo-profissional por políticos com curso de medicina.
Mas esta reportagem só vem fortalecer os argumentos usados no meu artigo em que acusava o médico Vaz Pinto de cinismo ao defender que a acupunctura só deveria ser integrada no SNS se fosse provada a sua eficácia. Na altura chamei a atenção para esta manobra de distracção que, como todas as outras tomadas pela classe médica, tenta atrasar a regulamentação e a inserção de profissionais da área no SNS de forma a garantir um lugar previligiado aos médicos. Se a acupunctura não está provada cientificamente o que fazem estes médicos no SNS? E se afinal já está provada cientificamente porque é que eu não tenho acesso a esse tipo de trabalho? Especialmente quando tenho mais formação na área que os médicos?
Decidi republicar este artigo devido a um novo artigo saído esta Sexta-feira no Diário de Notícias (9 de Outubro de 2009) intitulado “SNS faz 3000 consultas de acupunctura todos os anos” e sobre o qual irei publicar um artigo de resposta. Chamo também a atenção do leitor para outros artigos que abordam a problemática da inserção dos acupunctores portugueses no SNS e para a necessidade urgente da regulamentação, assunto que poderão encontrar bastante desenvolvido na categoria de MTC e Sociedade. Assim sendo relembremos o artigo original.
Venho aqui falar-vos de uma noticia que saiu no Expresso, dia 20 de Outubro de 2007. Versa a notícia sobre uma médica de família que pratica acupunctura. Esta senhora, vice-presidente da Sociedade Médica de Acupunctura Portuguesa, vem dizer a público que o Acupunctura deveria ser só feita por médicos. Apresenta para tal várias razões:
Em primeiro lugar diz que “É preciso saber fazer o diagnóstico”. Fala ela de diagnóstico de Medicina Ocidental ou de Medicina Chinesa? É que a Acupunctura como prática milenar que é da Medicina Chinesa é feita de acordo com o diagnóstico formulado por estes profissionais. O diagnóstico médico não inviabiliza a abordagem terapêutica da Medicina Chinesa. Caso contrário teríamos de nos perguntar como funcionou tão bem esta terapia durante milhares de anos. Um acupunctor não pretende fazer diagnósticos médicos, nem precisa.
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