acupuntura no tratamento de osteoartrite

Acupuntura no tratamento de osteoartrite

 

Recentemente foi publicado um artigo na Harvard Health Publications intitulado “Relieving Pain with Acupuncture[i].

Neste artigo chamavam a atenção para um novo estudo de acupuntura que mostrava existirem diferenças significativas entre grupos de acupuntura e grupos sem acupuntura apesar de não existirem diferenças entre grupos de acupuntura verdadeira e falsa.

Ao longo do artigo são referidas 3 artigos de revisão sobre acupuntura no tratamento da osteoartrite.
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Acupuntura verdadeira e falsa: a ausência de bases IV

Acupuntura tradicional versus acupuntura falsa

Um dos problemas destes estudos é focarem-se unicamente numa forma de pensar a acupuntura: falo da teoria dos meridianos. No entanto existem outras formas de pensar a acupuntura.

Em 1934 foi usada pela primeira vez a electropuntura, na China. Com o desenvolvimento dessa técnica vieram a estabelecer-se novas formas de pensar a selecção de pontos como seja a selecção de pontos de acordo com a miologia funcional ou o sistema nervoso.

No entanto, nos estudos científicos, este problema não é levado em linha de conta porque se considera a acupuntura tradicional unicamente como a acupuntura baseada no sistema de meridianos. Se considerarmos tradicional como uma prática que acompanha o desenvolvimento da medicina ao longo do história chinesa então estas formas de pensar a acupuntura também são tradicionais.
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Acupuntura verdadeira e falsa: a ausência de bases III

Em terceiro lugar, temos a estimulação desse conceito tão esotérico como seja o Qi. Quando se fala em acupuntura afirma-se que as agulhas vão desbloquear o Qi e aliviar a dor. Excelente. A cultura chinesa definiu o Qi como o meio condutor do sistema de meridianos. Mas isto não significa que o Qi seja um conceito esotérico, não significa que o Qi seja real (um ideograma expressa uma ideia!) e muito menos que seja a base do tratamento de acupuntura.

Confundimos uma explicação cultural simplista sobre um determinado fenómeno com a forma como se pensa toda uma terapêutica. Este é um aspecto relevante para quem deseja fazer investigação científica em acupuntura porque pode ajudá-lo a definir um protocolo verdadeiro de um falso.
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Acupuntura verdadeira e falsa: a ausência de bases II

Diferentes tipos de pontos de acupuntura

Uma ideia muito difundida no ocidente, essencialmente por culpa dos seus praticantes, é que acupuntura verdadeira implica a inserção de agulhas em pontos de acupuntura pertencentes a um determinado sistema de meridianos de forma a activar o Qi.

Esta ideia, que acaba por ser a ideia expressa pelo céptico que escreveu o artigo, está errada devido a 3 aspectos importantes: (1) parte do princípio eu todos os pontos de acupuntura pertencem a sistemas de meridianos, (2) parte do princípio que os meridianos são sistemas de linhas muito bem delimitadas e (3) parte do princípio que a estimulação do Qi, visto sob este prisma como algo esotérico, é a essência de um tratamento de acupuntura. Nas próximas linhas vou rebater cada um destes pontos.
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Acupuntura verdadeira e falsa: a ausência de bases I

Recentemente li um artigo de um blogue de cépticos sobre as vastas contribuições da Oprha para as medicinas alternativas. E, muitas das vezes, para autênticos disparates. No artigo do Sceptikblog também se falava de Suzanne Sommers, nome já comentado neste blogue nas discussões sobre as fraudes da Lifewave.

Segundo parece a Suzanne Sommers além de embaixadora da Lifewave também gosta de tomar 60 compromidos de vitaminas por dia e faz injecções na vagina de estrogênios naturais (?). Nada como ler o artigo.

Parte do artigo falava sobre a defesa que Deepak Chopra de um estudo de acupuntura que na realidade tinha mostrado que a acupuntura verdadeira era idêntica à acupuntura falsa. O artigo afirma:
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Fitofármacos e Medicina Nuclear: Considerações Críticas VI

6 – Conclusão

A terapia em Medicina Nuclear irá conhecer uma grande expansão no futuro próximo. O desenvolvimento de novas formas terapêuticas usando diferentes tipos de emissores beta – e emissores α, o desenvolvimento de traçadores a partir de péptidos ou minicorpos e o uso de substâncias químicas para aumentar o tempo de retenção do radiofármaco na célula alvo tornam o futuro da terapia em Medicina Nuclear bastante prometedor.

Aliado a este tipo de investigações encontram-se investigações científicas relacionadas com fitofármacos. Estas investigações têm seguido duas linhas: o uso de fitofármacos com propriedades radioprotectoras que permitam combater eficazmente os efeitos secundários decorrentes da radioterapia e da terapia em Medicina Nuclear e o uso de fitofármacos com capacidade radiosensibilizante de forma a potenciar o efeito letal das terapêuticas radioactivas.
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Fitofármacos e Medicina Nuclear: Considerações Críticas V

5 – Considerações sobre a introdução de fitoquímicos na terapia por radiação

Um problema surge de imediato no estudo do potencial terapêutico dos fitofármacos em medicina nuclear. Os fitofármacos têm sido investigados para fins opostos. Ou seja, como associar fitoquímicos que tem como função radiosensibilizar a célula com fitoquímicos cuja função é tornar a célula radioresistente?

Idealmente os fitoquímicos com capacidade de radiosensibilizar a célula deviam ser captados unicamente pelas células alvo enquanto os fitoquímicos radioprotectores deveriam ser captados principalmente pelas células saudáveis.

No entanto não existe investigação de que tal seja possível. Num momento inicial surge a dúvida da validade de intervir administrando a Hippophai rahmnoides para proteger as cadeias de DNA[i] dos efeitos da radiação corpuscular e intervir administrando o flavonóide flavopiridol para inibir os mecanismos de reparação do DNA[ii].
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Fitofármacos e Medicina Nuclear: Considerações Críticas IV

4 – Fitofármacos e radioprotecção

Já foi realizada muita investigação nesta área sendo actualmente conhecidos bastantes fitofármacos com capacidade radioprotectora, assim como os seus mecanismos fisiológicos.

A existência de um único medicamento aceite pela Food and Drug Administration, Amifostina (Ethyol®) com efeitos radioprotectores de curta duração e efeitos secundários graves fez com que a investigação por novos radioprotectores nos fitofármacos se tornasse florescente[i].

As farmacopeias tradicionais, indiana e chinesa, têm sido extensamente estudadas no sentido de encontrar drogas que sejam realmente eficazes no alívio dos efeitos secundários desencadeados pela exposição radioactiva[ii].
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Fitofármacos e Medicina Nuclear: Considerações Críticas III

3 – Estratégias para potenciar os efeitos da radiação

Actualmente existem duas linhas de investigação relativamente a estratégias para potenciar os efeitos da radiação. Uma delas consiste no uso de elementos químicos (cloroquina) de forma a aumentar o tempo de retenção do radionuclido na célula alvo. Outra baseia-se no estudo de fitoquímicos que apresentem capacidade de potencializar os efeitos da radiação corpuscular usada em Medicina Nuclear ou Radioterapia.

Os fitoquímicos conseguem potencializar os efeitos biologicamente nefastos da radiação, não por aumentarem o tempo de retenção do radiofármaco, mas sim por tornarem a célula mais sensível à radiação através de outros mecanismos celulares.

A curcumina, um polifenol obtido do açafrão-da-Índia, mostrou ser capaz de aumentar o efeito da irradiação no carcinoma das células escamosas SSC2. Também mostrou ser capaz de aumentar a sensibilidade do fibrosarcoma a radiação letal por atenuar a activação de kinasesMAP[i].
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Fitofármacos e Medicina Nuclear: Considerações Críticas II

2 – Terapia em Medicina Nuclear

A terapia em MN depende de dois conceitos fundamentais: radionuclido e traçador. O radionuclido é um átomo instável que emite radiação. Por seu lado o traçador é um composto químico (péptidos ou anticorpos), por exemplo, cuja principal função é garantir a chegada do núcleo radioactivo à célula alvo.

Os radionuclidos usados em terapia tem de possuir LET (Linear Energy Transfer) elevado de forma a produzir o máximo de destruição biológica possível. Os radionuclidos usados em Medicina Nuclear que tem LET mais elevado são aqueles que emitem radiação corpuscular como sejam os emissores auger (111In), beta – (177Lu, 90Y, 131I) e emissores α (211AT, 312Bi)[i], [ii].

A associação do radionuclido com o traçador tem como finalidade garantir o máximo de destruição biológica das células oncológicas e o mínimo de danos biológicos a células saudáveis.
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