Não só a observação da língua e apalpação do pulso tem um valor semiológico pobre quando isolados, como também são valores facilmente alteráveis. Tanto a língua como o pulso podem ser facilmente manipuláveis, especialmente no mundo actual, onde imensos pacientes tomam medicação que altera a pulsação ou tem hábitos de vida – café, chupa-chupas, maus hábitos de higiene oral – que facilmente alteram a cor da língua ou a sua capa.
O problema subsiste. A MTC (Medicina Tradicional Chinesa) é essencialmente sintomática. Ela é incapaz de fazer um diagnóstico sem uma análise correcta dos sintomas do paciente. E enquanto um paciente for assintomático muito dificilmente será diagnosticado.
Existe, obviamente, um problema com o que acabei de dizer. A língua ou o pulso não oferecem informação clínica detalhada, nem permitem fazer um diagnóstico. Mas, teoricamente, permitem conhecer quais os possíveis padrões clínicos existentes. Se os bordos pálidos da língua não me permitem dizer se é um problema ocular ou menstrual, efectivamente permitem-me dizer que pode ser um vazio de sangue do fígado (consideremos este padrão uma vez que é mais comum que o vazio de qi).
Recentemente, numa discussão que se seguiu à publicação dos textos “È sintomático”, foi colocada uma questão interessante. O facto da MTC não ser capaz de fazer diagnóstico na ausência de sintomas, não significa que não seja capaz de o fazer a partir de sinais clínicos. -
Efectivamente os sinais clínicos são muito usados em MTC. Os mais usados dizem respeito à observação de língua e palpação do pulso. No entanto existem outros sinais clínicos. A palpação de zonas de dor permite obter sinais clínicos relevantes para o diagnóstico – dor melhora/agrava com palpação superficial ou profunda -, permite saber se a pele se encontra fria ou quente ao toque. A observação da zona permite saber se existe atrofia muscular ou palidez ou rubor, por exemplo.
Na maior parte das vezes os profissionais dão mais importância à observação da língua e palpação do pulso. Quando escrevi sobre a importância do sintomas em MTC fui contrariado por leitores que falavam sobre a importância da análise da língua e do pulso.
Este artigo é uma experiência. A caiuxa que encontra abaixo é uma versão mp3 de uma aula de acupunctura, ou, neste caso, de uma parte de uma aula. Estou a experimentar colocar online algumas aulas minhas. O leitor poderá deixar informação abaixo sobre a qualidade do som. O objectivo final será servir ainda melhor os leitores do blog.
Ao todo esta gravação ocupa pouco mais de 2 minutos. As futuras gravações serão mais extensas.
A lógica destas aulas é serem apresentadas por escrito e suporte audio. Desta forma, na medida que o leitor ouve a aula consegue acompanhar com o texto. Este modelo pode apresentar várias vantagens:
1 – oferece suporte escrito das aulas
2 – permite compreender o que é dito em momentos de maior barulho, ou pelo menos compreender aquilo que é realmente relevante
3 – torna mais interessante a leitura destes textos por parte de alunos e profissionais.
Este é um artigo de experiência com publicação de videos no blogue. Este video foi retirado do youtube. Futuramente irei colocar videos de outros autores, retirados do youtube, ou meus. Ainda estou a pensar em que serviço usar para os meus filmes uma vez que posso usar o youtube ou o 4 shared. Este último programam é o que eu uso para partilhar a versão audio das minhas aulas.
O problema não está só no erro de associar a manifestação a um sintoma e a causa a algo extra-sintomático. O problema reside também em não se compreender que “manifestação” e “causa” não são conceitos estáticos e que podem ser aplicados a diversas situações. Costumo dizer que a MTC é uma medicina de contexto, algo que passa despercebido à grande maioria das pessoas. Vamos compreender melhor o que digo recorrendo a alguns exemplos.
Um paciente pode apresentar diarreia por vazio de qi do baço que teve origem num padrão de estagnação de qi do fígado que atacou o Baço, estagnação essa que surgiu em consequência de um divórcio litigioso. Neste caso existe um encadeamento causal, onde “manifestação” e “causa” se confundem ao longo da história clínica do paciente.
Ao longo destes últimos textos tem-se discutido muito o que significa manifestação e causa em medicina chinesa. Esta controvérsia surgiu devido às minhas críticas contra discursos superficiais muitos usados em MTC como “os outros tratam sintomas, nós tratamos as causas” ou “A Medicina Ocidental (MO) só trata sintomas”.
No texto “Os outros tratam sintomas, nós tratamos as causas” expliquei como este pensamento era errado. Também mostrei que, no fundo, a MTC tinha o seu sistema de pensamento que lhe permitia analisar um paciente diferenciando manifestações de causas enquanto a MO tinha o seu próprio sistema.
Esta afirmação não só denuncia falta de formação em MTC como uma grande falta de formação científica. Nos 3 artigos intitulados “Só tratam sintomas” ataquei mais uma vez este pensamento mostrando que se alguma medicina é sintomática, então, é a MTC, na medida que depende muito mais dos sintomas do paciente para fazer diagnóstico do que a MO, que pode diagnosticar e curar pacientes cuja patologia é assintomática.
O músculo esternocleydomastoideu tem 2 ramos. O ramo clavicular que se liga à clavícula e o ramo esterno que se liga ao esterno. Este músculo pode apresentar pontos gatilho que desencadeiam outros sintomas como cefaleias.
A existência de pontos gatilho no ramo clavicular do músculo esternocleydomastoideu pode provocar cefaleia frontal e dor no ouvido.
Nome Chinês
Qin Jiao
Nome farmacêutico
Radix Gentianae Qinjiao
Nome botânico
Gentiana macrophylla; Gentiana crassicaulis e Gentiana straminea
Nome Vulgar
Raiz de genciana
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Nome Chinês
Mu Dan Pi
Nome farmacêutico
Córtex Mountain Radicis
Nome botânico
Paeonia Suffructicosa
Nome vulgar
casca de peónia
Cultivo
É cultivada nas províncias de Shangdond e Anhui.
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A hipertensão costuma ser assintomática e nunca foi definida como doença ou como padrão clínico dentro da medicina chinesa. A sua análise contemporânea é baseada nos sintomas que maioritariamente afectam estes pacientes. Nesta obra analisamos estes sintomas como pertencendo à hipertensão. No entanto devemos ter em consideração de que estes sintomas e a variação de padrões clínicos a ele associados também se verificam noutros casos em que os pacientes não sofrem desta maleita.
Em MTC a hipertensão pode dividir-se nas seguintes categorias: Xuan Yu (vertigens) e Tou Tong (cefaleia).
Hipertensão de acordo com a MTC
Existem 4 padrões principais no diagnóstico da hipertensão. Esses padrões são: Plenitude Calor do Fígado; Mucosidades que afectam o AS; Subida de Yang devido a Vazio de Yin; Vazio de Yin e Yang do Rim.
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