Esta fórmula provém do Zhen Ti Lei Yao (catalogued for Correcting the Body) de Bi-zhai, publicado em 1529, na dinastia Ming. É uma combinação da Si Jun Zi Tang (Four Gentlemen Decoction) com a Si Wu Tang (Four Materials Decoction).
Composição:
| Shu Di Huang (Radix Rehmanniae – tratada) | 66 mg | 13,2% |
| Dang Shen (Radix Codonopsis) | 56 mg | 11,2% |
| Bai Zhu (Rhizoma Atractylodis Macrocephalae) | 56 mg | 11,2% |
| Dang Gui (Radix Angelicae Sinensis) | 56 mg | 11,2% |
| Bai Shao (Radix Alba Paeonniae) | 56mg | 11,2% |
| Chuan Xiong (Rhizoma Chuanxiong) | 56 mg | 11,2% |
| Fu Ling (Poria) | 56 mg | 11,2% |
| Gan Cao (Radix Glycyrrhizae – tostada) | 32,7 mg | 6,54% |
| Sheng Jiang (Rhizoma Zingiberis – fresco) | 32,7 mg | 6,54% |
| Da Zao (Fructus Jujubae) | 32,7 mg | 6,54% |
O Instituto Confúcio da Universidade de Lisboa está a promover um curso livre de Chinês. Neste curso, vocacionado para empresários, pode aprender-se a língua e cultura chinesa.
O curso tem início dia 14 de Setembro e está dividido em 3 partes:
nível I – Básico
Nível II – Intermédio
Nível III – Avançado
Trago, novamente, boas notícias relativamente a algumas alterações que estou a efectuar no blogue de forma a oferecer uma experiência mais rica ao leitor. No último artigo sobre funcionalidades do blogue tinha referido algumas alterações relevantes como a possibilidade de adesão via email.
Essa inovação está a ser um bom sucesso, na medida que aumentou o número de leitores por feed RSS e por leitores via email. Este fim de semana fiz outras pequenas alterações de forma a melhorar a visibilidade e rentabilidade do blogue e a experiência do leitor.
Em primeiro lugar consegui incorporar o motor de busca do Google, usando o adsense, o que foi uma revelação para mim. Alguns leitores podem achar banal mas eu não sou engenheiro informático, sou acupunctor. De qualquer forma este motor de busca vai dar hipótese ao leitor de procurar as informações que desejar.
PERCURSO
Tem inicio no bordo dorsal do dedo mindinho.
Segue ao longo do percurso do meridiano principal, ligando-se ao nível das articulações do pulso, ao nível do ponto 4ID/Wangu, do cotovelo, ao nível do ponto 8ID/Xiaohai, e do ombro, por trás da axila, ao nível da localização dos seus pontos 9ID/Jianzhen e 10ID/Naoshu.
Dirige-se para as costas onde rodeia a omoplata voltando a restringir-se a um caudal mais limitado quando se dirige ao nível da nuca, ligando-se ao nível do processo mastóide.
Segue por trás da orelha onde se divide em dois ramos:
PERCURSO
Tem início no bordo postero-cubital do dedo anelar e segue ao longo do bordo dorsal da mão ligando-se com o bordo dorsal do pulso.
Segue um percurso semelhante ao do meridiano principal, no antebraço e liga-se à ponta do olecrâneo.
Continua a subir ao longo do percurso semelhante ao meridiano principal através do bordo postero-externo do braço, passando pelo ombro e pescoço, onde se conecta com o meridiano tendino-muscular do Intestino Delgado e se divide em dois ramos, ao nível do ângulo da mandíbula:
- um ramo entra em profundidade e conecta-se com a raíz da língua.
- outro ramo sobe, ao longo da face, num percurso semelhante ao do meridiano tendino-muscular do Intestino Delgado, até ao canto extrno do olho, terminando na área do ângulo que se foma da intersecção das linhas anterior e temporal de implantação dos cabelos.
Infelizmente a reportagem focou-se unicamente numa droga chinesa que nem é a mais importante no tratamento da disfunção sexual. Uma das drogas mais usadas, chamada por alguns, como o viagra natural é a herba epimedii. Esta droga é usada para tratar disfunção eréctil em padrões de vazio de yang – e problemas menstruais e urinários -.
Uma forma interessante de analisar o potencial terapêutico da matéria médica chinesa pode consistir no estudo da gama de matéria médica de Giovanni Maciocia. Maciocia descreve 8 padrões clínicos no tratamento da impotência sendo eles: (1) Vazio de Yang do Rim; (2) Vazio de Yin do Rim; (3) Humidade-Calor no Aquecedor Inferior; (4) Humidade-Calor no Canal do Fígado; (5) Vazio de Sangue do Fígado; (6) Vazio de Qi do Coração e Vesícula Biliar; (7) Vazio de Sangue do Coração e (8) Estase de Jing/Essência e Flegma.
Agora convidava o leitor a encarar esta questão sob uma perspectiva de Medicina Integrada (MI). Por Medicina Integrada (MI) compreende-se uma abordagem de estudo em que se contemplem as abordagens da Medicina Ocidental (MO) e da MTC. Apesar de diferentes não são incompatíveis – algo difícil entender para alguns profissionais de saúde -.
Este tipo de abordagem é particularmente interessante quando se pretendem desenvolver estudos de investigação científica e explorar novas formas de intervenção. A comparação das causas da disfunção eréctil na MO e na MTC pode dar novos horizontes para uma abordagem integrada e para uma maior capacidade de investigar a real eficácia das drogas tradicionais.
Na reportagem do Diário de Notícias[i] são descritas várias causas: depressão, causas neurológicas, causas vasculares, diabetes e obesidade, problemas prostáticos e causas hormonais. Na MTC a impotência é considerada uma doença conhecida como “falta de vontade do yang”[ii]. Os seus padrões clínicos podem ser vazio de yang, vazio de qi, colapso de qi ou padrões de calor como humidade-calor. O tratamento é definido mais pelos padrões clínicos do que pelas doenças, apesar de existirem drogas para sintomas específicos como o fructus corni officinalis.
Na edição do Diário de Noticias de 16 de Agosto de 2009 foi publicada uma notícia intitulada “A ajuda dos remédios naturais na luta contra a impotência sexual masculina” onde são apresentados alguns produtos naturais como a Maca, extraída de uma planta dos Andes, no Peru, o Tribulus e o famoso Pau de Cabinda. Entre estas drogas tradicionais encontrava-se uma de grande prestígio na Medicina Chinesa (MTC): o ginseng.
Sobre o ginseng foi escrito que “apesar de não existir comprovação científica, acredita-se que o ginseng melhora o desempenho sexual, actuando como afrodisíaco na firmeza das erecções. É uma planta utilizada na medicina chinesa contra a fadiga e para aumentar a longevidade e qualidade de vida. Um ingrediente chave do ginseng é o ginsenoside, que aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro e no pénis.”[i]
PERCURSO
Inicia o seu percurso ao nível do ponto 1IG/Shangyang e segue ao longo da parte dorsal do pulso (passando pela área do ponto 5IG/Yangxi), no antebraço ao longo da trajectória 5IG/Yangxi-11IG/Quchi e no braço ao longo da trajectória 11IG/Quchi-15IG/Jianyu no ombro.
No ombro divide-se em dois ramos: um segue ao longo da omoplata e liga-se às vértebras torácicas superiores, onde termina; e outro segue ao longo do trajecto principal do meridiano no pescoço e depois segue para cima onde se divide em dois ramos: um dos ramos segue ao longo das maças do rosto e conecta-se ao lado do nariz; e outro segue um percurso ascendente, passando pelo lobo temporal, passa pelo bordo frontal-temporal do crânio e conecta-se ao maxilar do lado contrário.
Nas conclusões daremos importância aos sintomas funcionais dos órgãos tal como são conhecidos na Medicina ocidental. Como tal não consideraremos a epilepsia como um problema associado ao Coração.
1 – O ponto de assentimento do Pulmão encontra-se num segmento que inerva tanto o Pulmão como o Coração. A sua inervação coincide com problemas pulmonares e dor na zona superior das costas mas não coincide com febre, epilepsia, etc… e também é de notar que não existem quase indicações relativamente a problemas cardíacos.
2 – O ponto de assentimento do Mestre do Coração encontra-se num segmento que inerva o Pulmão e Coração. Coincidem as suas principais indicações clínicas a nível de problemas pulmonares e cardíacos com a segmentação.
3 – O ponto de assentimento do Coração encontra-se num segmento que inerva pulmão, Coração, estômago, Duodeno, Pâncreas, Fígado e Vesícula Biliar. Compreendem-se, então, algumas das suas principais indicações clínicas como problemas cardíacos, pulmonares, vómitos e icterícia. Não se compreendem as indicações clínicas de epilepsia, emissões seminais, insónia, problemas na língua, etc…