Publicitar a clínica na net. Frank Prieto aponta o erro de acreditar que pagar anúncios na revista localizada na área onde vivemos compensa e aconselha a investir publicidade na net. No fundo esta estratégia não se relaciona nem com a ética ou o profissionalismo. Não tem a ver com a mensagem mas sim com o canal usado para passar essa mensagem. Por exemplo, eu uso o blogue como plataforma publicitária para as clínicas onde dou consultas de acupunctura. De qualquer forma irei escrever um texto mais pormenorizado sobre este assunto.
Um horário pouco flexível é um dos grandes erros. Muitas vezes os acupunctores não têm outra hipótese. Por exemplo, eu dou consultas no Gabinete da Saúde às 4ª feiras e há umas semanas atrás pediram-me para ir ver uma paciente ao final da sexta feira. Eu não pude porque já tinha consultas marcadas na Policonsult. Quando não dá não dá. No entanto sempre que for possível ao acupunctor flexibilizar as horas ele deve faze-lo, mesmo que isso signifique acordar 1 hora mais cedo ou jantar 2 horas mais tarde (muitos pacientes só podem ser atendidos ao final do dia, quando acabam o trabalho).
Apesar de não ter conseguido atender aquela paciente, outras situações houve em que alterei os meus horários de forma a poder ver os pacientes no horário mais benéfico para os mesmos. Este é um erro que nada tem a ver com ética ou profissionalismo. Pode afectar os rendimentos mensais do acupunctor e a melhoria do paciente mas resume-se, simplesmente, a uma questão de tempo.

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Este texto teve origem num texto escrito por Frank Prieto, um especialista em marketing, intitulado “The Top Ten Marketing Mistakes TCM Practitioners Make And How To Avoid Them”. Eu irei seguir a ordem apresentada por Prieto, mas em vez de descrever os erros, irei fazer uma apresentação onde se debate o que se deve fazer com ética e profissionalismo.
O primeiro erro que Prieto indica está associado a uma identificação profissional New Age por parte do acupunctor. Tenho sido bastante crítico dessa abordagem por parte dos acupunctores, não por uma questão de marketing mas por uma questão de conhecimento. O New Age mutila o conteúdo da Medicina Chinesa, não nos deixando perceber toda a sua complexidade e verdadeiro significado.
Nome Chinês
Mài Yá
Nome farmacêutico
Fructus Hordei Vulgaris Germinatus
Nome Botânico
Hordeum vulgare L.
Cultivo
Cultivada por toda a China e colhida 1 ano após plantado.
Existem 3 pontos locais muito usados no alívio deste tipo de queixas. O primeiro chama-se Yintang, o segundo chama-se Bitong e o terceiro 20IG (Intestino Grosso).
O ponto Yintang localiza-se entre as sobrancelhas acima do nariz. Pode pressionar este ponto. A pressão pode ser local ou então pode dirigir-se para baixo ou para o lado em direcção ao bordo infraorbitário.
O ponto Bitong encontra-se no nariz, no fim da prega naso-labial. Pode pressionar localmente este ponto ou dirigir a pressão para fora ao longo do sulco naso labial.
Finalmente temos o ponto 20IG cujo nome chinês se pode traduzir por fragrância agradável ou bom cheiro. Este ponto localiza-se no sulco nasolabial ao mesmo nível da inserção das asas do nariz. Novamente a pressão exercida pode ser local ou para baixo ao longo do sulco nasolabial.
O que é um mito social? Pode-se dizer que um mito social é algo ficcionado sobre determinados hábitos sociais. Alguém duvida que os espinafres não tenham ferro? Ninguém. Até aparece no Popey. Aqui temos um exemplo de um mito social. Os espinafres não têm ferro nenhum. Mas se são pais já de certeza que ouviram esta frase. E quando abriram uma garrafa de Champanhe de certeza que lá colocaram uma colher para o Champanhe não perder o gás. Outro mito social. O único estudo feito, em França, mostrou que não existiam diferenças de gás nas garrafas de Champanhe onde tinham sido colocadas colheres ou facas ou o que seja e aquelas onde não fora colocado nenhum objecto. Mas sabe o que vai acontecer no próximo Natal quando abrir o Champanhe? Exactamente. Vai colocar um garfo no gargalo da garrafa para esta não perder gás.
Infelizmente o Ocidente também arranjou uma série de mitos relativamente à Medicina Chinesa. Temos o famoso mito que diz: “Se não fizer bem também não faz mal”. Este é o preferido dos adeptos das medicinas alternativas. Na realidade se não fizer bem pode não fazer nada ou fazer muito mal. A versão social deste mito diz-nos que os produtos naturais não têm contra-indicações nem efeitos secundários. À conta destes mitos muita gente se dá mal. Na realidade as drogas usadas em Medicina Chinesa tem contra-indicações e muitas possuem efeitos secundários. Se este mito é o Yin o seu Yang será algo de género: “não faz mal mas também não faz bem”. Este mito é o preferido dos críticos das medicinas complementares. No fundo pretendem dar a noção de que é uma perda de tempo recorrer às medicinas alternativas porque não fazem nada
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Na medida em que a Medicina Chinesa começou a tomar contacto com a Medicina Ocidental e a Ciência Ocidental foi adoptando novas formas de intervenção. A electropunctura é um exemplo sobejamente conhecido em que se começou a aplicar a passagem de corrente eléctrica através de pontos de acupunctura.
Neste pequeno texto pretendo falar de outras técnicas menos conhecidas. Nomeadamente o uso de técnicas de cirurgia na acupunctura. Não falo do uso da acupunctura em cirurgias mas sim o inverso. Evidentemente que a MTC começou a usar estas técnicas antes do seu encontro com a medicina ocidental. No entanto, este encontro, permitiu desenvolver novas técnicas. Também deixo aqui o aviso de que este texto pretende só informar acerca destas técnicas e não fará nenhuma menção mais pormenorizada das mesmas, nem das técnicas assépticas a ser usadas. É um texto a título informativo somente.
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Este texto foi publicado dia 15 de Julho no blogue Zhenjiu, escrito pelo Alessandro. É um excelente blogue com assuntos variados e muito interessantes que eu aconselho ao leitor, especialmente, agora que vai fazer 1 ano de vida. Este texto não é da autoria do Alessandro mas sim do médico brasileiro Dr. Rodolfo Marcio Lapa Bontempo.
Em todas as sociedades se encontram lutas corporativas que pretendem dar poder a um determinado grupo sobre todos os outros. Por isso alguns leitores irão achar que este texto se adapta perfeitamente à Ordem dos Médicos portuguesa e, em particular, à acupunctura médica. O movimento e as ideias são as mesmas, só muda a nacionalidade. A única diferença que poderá encontrar entre estes dois países de língua portuguesa é que, em Portugal, ainda nenhum médico decidiu manifestar-se publicamente.
Afinal o Brasil não é tão diferente de Portugal. Este texto foi publicado na gazetaweb e fala sobre os problemas da regulamentação da acupunctura no Brasil e da influência de outras profissões de saúde. Retirado de: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=180839
Acupuntura: Cuidado com os maus profissionais
Recentemente uma *lei foi aprovada no Rio de Janeiro que prevê a função de “terapeuta” um profissional que estaria capacitado a fazer uma série de “terapias”, inclusive acupuntura, nas unidades de saúde do Estado. Nessa lei, não está descrita qual deve ser a formação do terapeuta que faz acupuntura, considerando que essa profissão não está regulamentada.
Tenho imensos leitores que me escrevem a pedir informações sobre a eficácia da acupuntura no tratamento de uma qualquer maleita. Alguns leitores são alunos que tem de fazer uma monografia, outros são profissionais que procuram trocar impressões sobre os seus pacientes e outros, ainda. São pacientes ou familiares que procuram informação sobre a melhor forma de serem ajudados ou de ajudarem os seus entes queridos.
Obviamente que eu não conheço todos os estudos científicos que existem em acupunctura, nem tenho decorados todos os resultados estatísticos dos artigos que já li. Muitos textos deste blogue tem como função explicar como se pensa em Medicina Chinesa e não, qual a real utilidade, em determinado problema de saúde.
Já escrevi alguns textos sobre investigações científicas em acupunctura, mas esse é um assunto que ainda tem estado subdesenvolvido neste blogue. Este é um problema a ser resolvido no futuro. De momento interessa-me dar algumas ferramentas ao leitor que o possam ajudar a encontrar a informação que deseja.
A primeiro coisa que se ensina, ou deveria ensinar, quando se inicia um aluno na acupunctura são os tipos de pontos de acupunctura que existem e quais as suas propriedades que os distinguem na teoria da Medicina Tradicional Chinesa.
Tradicionalmente existem 3 tipos de pontos: pontos regulares, pontos extra e pontos ashi.
Os pontos regulares são caracterizados por (1) possuírem uma localização exacta, (2) um conjunto de acções (tonifica yin, mover sangue, etc…) e indicações clínicas (aliviar vómitos, dor ao urinar, etc…) específicas e (3) pertencerem a um sistema de meridianos.
Cada ponto regular possui um nome próprio. Já aqui escrevi a falar sobre os significados dos nomes dos pontos de acupunctura. Uma vez que os nomes chineses são mais confusos para um ocidental, é mais comum vê-lo descrito, no Ocidente, por um número e uma letra maiúscula. Permitam-me dar vários exemplos: 4VC, 7P, 10F, etc…
4VC significa que é o 4º ponto do meridiano maravilhoso Vaso de Concepção (Ren Mai em chinês). 7P significa que é o sétimo ponto do meridiano do pulmão e 10F o décimo ponto do meridiano do Fígado. Todos os meridianos são identificados por uma maiúscula. Isto pode trazer alguns problemas quando se lêem livros em Português, Inglês ou francês, uma vez que usam terminologias diferentes.
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