Um termo usado pelo Marcos no seu comentário foi de técnicos. Mais especificamente afirmou:
“parece que os tecnicos em acupunctura tem vergonha de serem bons tecnicos, precisam usar o sombra do Dr(2)
Nesta afirmação estão subjacentes 2 problemas de grande relevância e poder de conflito. Um primeiro diz respeito ao uso do termo “técnico” e um segundo à necessidade de se associar o prestígio da profissão médica à nossa prática, como se ela não tivesse valor por si. Como o Prof.º (título pelo qual é mais conhecido!) Marcelo Rebelo de Sousa diria: “discordo do primeiro, concordo com o segundo”.
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Recentemente um leitor do blogue deixou um comentário a um dos meus textos intitulado « “Indignação energética”, falsos profetas e bolhas inflacionárias“. Apesar de não achar maldosos os comentários desse leitor, achei que se encontravam um pouco desenquadrados do texto. No entanto os seus comentários lembraram-me de escrever este texto, coisa que me lembrou e esqueceu várias vezes ao longo do tempo. Agradeço ao Marcos por me ter incentivado a escrever este texto ao publicar o seu comentário. Para facilitar a minha análise do problema decidi transcrever todo o comentário:
“É altura que as pessoas se assumam, e não engane os utentes . Uma vez por todas é a culpa exclusiva dos ditos Licenciados se intitularem DR e fazer a confusão com os Médicos, parece que os tecnicos em acupunctura tem vergonha de serem bons tecnicos, precisam usar o sombra do DR. Eu sou médico e tenho mestrado em acupunctura e assisto todos os dias esta situação !
TENHAM CORAGEM EM ASSUMIR QUE NÃO SÃO MÉDICOS PARA OS DOENTES!!”
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Nome Chinês
Cāng Zhú
Nome farmacêutico
Rhizoma Atractylodis
Nome botânico
Atractylodis Lancea, Atractylodis Chinensis ou Atractilodis Japonica
Cultivo
Atractylodis Lancea é produzida nas pronvíncias de Hubei, Zhejiang e Jiangsu. A A. Chinensis e A. Japónica são produzidas na Mongólia, Hebei e Shanxi. São colhidas no Outono e primavera.
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Escrevi um artigo a criticar o discurso supérfluo da acupunctura vegetal. Uma das coisas que critiquei foi a linguagem usada, em particular a tradução de Yin Qi como energia negativa e Yang Qi como energia positiva. Infelizmente parece que este tipo de traduções é dominante nos círculos brasileiros. Encontrei um texto, ainda mais ridículo, sobre acupunctura e religião (e sobre o qual irei dedicar umas linhas em artigo próprio) que também usa esta terminologia.
A forma como se consegue este tipo de traduções é simples. Primeiro traduz-se Qi como energia (ainda estou para encontrar um sinólogo de respeito que use esta tradução) e depois Yin como negativo. Logo ficamos com “energia negativa”, ou seja, Yin Qi. Esta pequena lógica matemática associada a uma profunda ignorância do pensamento e cultura chineses fazem com que estas traduções inundem o Google.
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1 – Yin Bai
localização
Está do lado interno do dedo grande do pé, na parte posterior ao ângulo ungueal.
inserção
Inserção perpendicular a 0,1 cun ou inserção oblíqua a 0,2 cun. É comum fazer-se sangria neste ponto.
função
indicações
Ponto Jing: perda de consciência, febre alta, mioma.
Regula o Baço: fezes escuras, úlceras, diarreia, dor e distensão abdominal.
Pára hemorragias: menorragias, hemorragias uterinas, hemorragias duodenal e intestinal, hemorróides hemorrágicas.
Cálculos renais são cristais que se formam no sistema urinário (rim e ureteros, por exemplo), provocando o aparecimento de sintomas como dor tipo cólica muito intensa, disúria e/ou hematúria.
Consoante a localização dos cálculos podem existir diferenças na localização da dor. Nos cálculos renais a dor incide nos membros inferiores do lado afectado. Quando há movimento dos cálculos renais produz-se dor muito severa. A dor irradia pelo uretero até chegar ao períneo. Existem sensibilidade local ao toque e o Rim pode sentir-se inchado. Existe hematúria (sangue na urina).
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Numa aula, faz uns tempos, tive uma discussão interessante com alguns alunos. Tenho reparado que muitos alunos, assim como profissionais, caem no erro do facilitismo. Neste caso falo no desleixe observado na rapidez com que fazem diagnósticos tipo chapa 5. Torna-se mais fácil fazer associações imediatas e simplistas sobre determinadas queixas e determinados padrões clínicos do que estudar aprofundadamente os sintomas do paciente.
Como o leitor já deve ter reparado falo do diagnóstico tipo chapa 5 envolvendo queixas como dor por osteofitos (bicos de papagaio), osteoporose e vazio de yin do rim. Esta associação é feita imediatamente porque o yin é material e o rim tem importância no fortalecimento e crescimento dos ossos.
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3º PASSO
O último passo consiste em criar o protocolo de acupuntura. Este processo pode ser feito em 2 etapas.
Em primeiro lugar damos atenção à queixa principal. Esta é a lógica de tratar a manifestação. A queixa principal é o que preocupa o paciente e, como tal, deve ter particular atenção.
Em segundo lugar, devemos seleccionar os pontos para o padrão clínico. O tratamento do padrão clínico é essencial pois é através dele que tratamos todo o universo de sintomas relacionados (causais ou consequenciais) com a queixa principal. Devemos dar atenção que, a este nível, a formulação de protocolos se torna bastante complexa, uma vez que é necessário uma avaliação cuidadosa do estado clínico do paciente.
Apontamentos da aluna Rita Antão, revistos pelo professor da cadeira.
A disciplina de ACII divide-se em 2 ramos principais: o primeiro ramo dedica-se ao estudo de novas formas de abordagem da acupuntura (pontos gatilho, selecção de pontos de acordo com grupos musculares, etc…) e de alguns microsistemas (craneopunctura e auriculopunctura). A lógica consiste em providenciar ao aluno um conjunto de ferramentas extra que lhe permita actuar com maior garantia de sucesso numa série de problemas de saúde desde dor a hemiplegias ou outros problemas motores.
Uma segunda parte da cadeira consiste no estudo de doenças. O estudo inicia-se pelo diagnóstico e segue até à formulação do protocolo de acupunctura. A lógica consiste em fortalecer o aluno com objectividade e conhecimentos clínicos de forma a conseguir ter uma direcção lógica desde o interrogatório até à aplicação do tratamento. Também serve para rever algumas matérias de Acupuntura Clinica I e aprofundar outras.
O texto que se segue foi a primeira aula do ano lectivo de 2008/2009 sobre o estudo de doenças e consequente aplicação de acupuntura.
O que me surpreendeu, e deu verdadeiro prazer, foi verificar a linguagem usada por esta fâ da medicina chinesa. É que, apesar de leiga, usou a terminologia técnica como não vejo muitos profissionais fazerem.
Falou especificamente do Qi e nunca entrou em traduções mais energéticas nem fundamentou o discurso em conceitos que não se sabe bem como se aplicam à prática clínica.
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