Mudanças no blogue de acupuntura
Desde há uns tempos que o blogue tem sido prejudicado devido a problemas internos. Muitos leitores decerto repararam. Alturas houve em que o blogue dava erro interno e não era possível entrar. Também dava sempre erro de página e, há uns dias, deixou de ser possível postar comentários.
Como tal, tenho andado ocupado a tentar tratar do blogue. Não se preocupem que não lhe vou fazer um diagnóstico de Medicina Chinesa, como fiz com o meu carro… que por acaso já voltou para a oficina. Enfim, a mecânica ocidental só trata sintomas.
Comecei por fazer grandes mudanças nos pluggins. Tirei uma série de pluggins (category order, page order, etc…) que já não usava, o que aliviou o blogue e permitiu voltar a postar-se comentários. O problema em ter muitos pluggins é que alguns se podem começar a incompatibilizar. Depois da dieta drástica de pluggins decidi adicionar 3 pluggins para melhorar as discussões no blogue. Um deles, já instalado, permite ao leitor receber um e-mail sempre que alguém responder ao seu comentário. Para tal basta seleccionar a caixa por baixo do comentário.

Como podemos trabalhar este aspecto da falta de confiança e oferecer um exame nacional sério, credível e com o nível de exigência necessário? Existem vários aspectos que se poderiam levar em linha de conta:
Poderia pensar-se que alguém externo (pessoa ou instituição), poderia avaliar os acupunctores portugueses. Quem poderia faze-lo? A OMS? As universidades chinesas? Que universidades chinesas? E os exames seriam semelhantes àqueles que muitas universidades chinesas fazem aos ocidentais? Exames simples e feitos de forma a comprar o ego aos alunos ocidentais?
Apesar de gostar bastante do modelo do exame nacional devo dizer que me surgem algumas incertezas relativamente ao mesmo. As minhas grandes reticências relativamente a este modelo estão associadas à sua operacionalização. O modelo actual diz-nos que existem profissionais que já estão aptos a exercer e que possuem os conhecimentos adequados para avaliar outros profissionais e para definir os graus de exigência necessários à formação de profissionais e dignificação da profissão. O modelo do exame nacional não nos oferece essa contrapartida. Ou seja, não nos providencia um ponto de partida.
Quais as vantagens de um exame nacional, face a estes receios? Poderemos assegurar um bom ponto de partida para a futura comunidade profissional quando muitos dos profissionais se irão sentir discriminados face a outros colegas? Que sentimentos poderá desencadear este modelo para os profissionais que serão imediatamente aceites e aqueles que serão obrigados a demonstrar conhecimentos para exercer? Poderá o sentimento de discriminação minar as bases para a construção de uma classe social coesa?
Este texto teve origem numa discussão no MTCforum. Decidi escrever este artigo de forma a dar aos interessados uma ideia uniformizada sobre aquilo que penso sobre um exame nacional de acupunctura, nos moldes actuais em que se processa a regulamentação da profissão. Não espero ser dono da verdade, mas acredito que será possível levantar ideias interessantes e construtivas para uma discussão mais alargada e profunda sobre este problema.









