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Mudanças no blogue de acupuntura

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Desde há uns tempos que o blogue tem sido prejudicado devido a problemas internos. Muitos leitores decerto repararam. Alturas houve em que o blogue dava erro interno e não era possível entrar. Também dava sempre erro de página e, há uns dias, deixou de ser possível postar comentários.

Como tal, tenho andado ocupado a tentar tratar do blogue. Não se preocupem que não lhe vou fazer um diagnóstico de Medicina Chinesa, como fiz com o meu carro… que por acaso já voltou para a oficina. Enfim, a mecânica ocidental só trata sintomas.

Comecei por fazer grandes mudanças nos pluggins. Tirei uma série de pluggins (category order, page order, etc…) que já não usava, o que aliviou o blogue e permitiu voltar a postar-se comentários. O problema em ter muitos pluggins é que alguns se podem começar a incompatibilizar. Depois da dieta drástica de pluggins decidi adicionar 3 pluggins para melhorar as discussões no blogue. Um deles, já instalado, permite ao leitor receber um e-mail sempre que alguém responder ao seu comentário. Para tal basta seleccionar a caixa por baixo do comentário.

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Prós e contras: Ideias Sobre um Exame Nacional na Regulamentação da Acupuntura - parte V

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Como podemos trabalhar este aspecto da falta de confiança e oferecer um exame nacional sério, credível e com o nível de exigência necessário? Existem vários aspectos que se poderiam levar em linha de conta:

 

1 - em primeiro lugar garantir um modelo de avaliação teórica que fosse objectivo: perguntas de escolha múltipla e de resposta objectiva mas cuja avaliação não fosse muito subjectiva;

 

2 - avaliação prática garantindo a presença de avaliadores e representantes da associação do avaliado (algo semelhante ao que existe no modelo actual) em que os aspectos a avaliar seriam pré-definidos e objectivos. Também seria útil ter outra pessoa ligada a outra associação que permitisse controlar a transparência do processo;

 

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Prós e contras: Ideias Sobre um Exame Nacional na Regulamentação da Acupuntura - parte IV

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Poderia pensar-se que alguém externo (pessoa ou instituição), poderia avaliar os acupunctores portugueses. Quem poderia faze-lo? A OMS? As universidades chinesas? Que universidades chinesas? E os exames seriam semelhantes àqueles que muitas universidades chinesas fazem aos ocidentais? Exames simples e feitos de forma a comprar o ego aos alunos ocidentais?

Poderia pensar-se que a OMS seria um bom ponto de partida. No entanto a OMS tem lá acupunctores portugueses. Falo do Pedro Choy, por exemplo (já sei que é proibido falar deste nome para muitos acupunctores!) que tem interesses pessoais em garantir que esta regulamentação não vá para a frente. Não vamos ser cínicos a pensar que o José Faro, representante da acupunctura na comissão, é uma pessoa interesseira que só pensa no seu umbigo e o Pedro Choy é o santo da acupunctura, salvador da pátria e defensor altruísta dos doentes portugueses. Se os acupunctores portugueses querem democracia tem de saber largar os interesses pessoais e pensar nos interesses colectivos de uma forma transparente e honesta.

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Prós e contras: Ideias Sobre um Exame Nacional na Regulamentação da Acupuntura - parte III

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Apesar de gostar bastante do modelo do exame nacional devo dizer que me surgem algumas incertezas relativamente ao mesmo. As minhas grandes reticências relativamente a este modelo estão associadas à sua operacionalização. O modelo actual diz-nos que existem profissionais que já estão aptos a exercer e que possuem os conhecimentos adequados para avaliar outros profissionais e para definir os graus de exigência necessários à formação de profissionais e dignificação da profissão. O modelo do exame nacional não nos oferece essa contrapartida. Ou seja, não nos providencia um ponto de partida.

Atenção, também se deve centrar, na falibilidade dos 2 processos. Até certo ponto o exame nacional é menos falível que a apresentação de casos clínicos, uma vez que estes podem ser falsificados (não tão facilmente quanto alguns pensam e, provavelmente, não tão dificilmente quanto eu gosto de pensar). O modelo de exame nacional prejudica essencialmente os acupunctores com alguns anos de prática, uma vez que o modelo actual está feito para entrar em linha de conta com a sua experiência profissional desde a aplicação prática de conhecimentos à interacção com outros profissionais de saúde. O modelo actual considera que a prática clínica, mesmo que não tenha sido tutelada, possa ter tido impacto no crescimento do profissional e pretende beneficiar esses profissionais. O modelo de exame nacional não oferece as mesmas possibilidades.

 

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Prós e contras: Ideias Sobre um Exame Nacional na Regulamentação da Acupuntura - parte II

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Quais as vantagens de um exame nacional, face a estes receios? Poderemos assegurar um bom ponto de partida para a futura comunidade profissional quando muitos dos profissionais se irão sentir discriminados face a outros colegas? Que sentimentos poderá desencadear este modelo para os profissionais que serão imediatamente aceites e aqueles que serão obrigados a demonstrar conhecimentos para exercer? Poderá o sentimento de discriminação minar as bases para a construção de uma classe social coesa?

A maior ameaça à futura coesão profissional será a ausência de uma Identidade comum. Como já escrevi, este problema é a base das dissidências que se têm vindo a observar. Que tipo de lutas podemos esperar quando profissionais que não fizeram exame serão vistos como elitistas e um alvo a abater após a regulamentação e os que não foram aceites como acupunctores serão vistos como mártires e vítimas de interesses pessoais mesquinhos?

 

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Prós e contras: Ideias Sobre um Exame Nacional na Regulamentação da Acupuntura - parte I

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Este texto teve origem numa discussão no MTCforum. Decidi escrever este artigo de forma a dar aos interessados uma ideia uniformizada sobre aquilo que penso sobre um exame nacional de acupunctura, nos moldes actuais em que se processa a regulamentação da profissão. Não espero ser dono da verdade, mas acredito que será possível levantar ideias interessantes e construtivas para uma discussão mais alargada e profunda sobre este problema.

Um dos aspectos muito discutidos na regulamentação é a inexistência de um exame nacional igualitário que permita verificar os conhecimentos dos acupunctores, em detrimento de um sistema que analisa somente os conhecimentos daqueles cuja formação é inferior ao exigido pela regulamentação.

O que é preferível? Um exame nacional igual para todos aqueles que pretendem ser acupunctores? Um modelo que aceite de imediato aqueles cuja formação é idêntica ou superior ao exigido pela regulamentação e peça provas de conhecimentos a todos aqueles cuja formação é inferior? Ambos os modelos me parecem bons. Ambos possuem prós e contras.

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Arrogância e Hipocrisia Médica

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Os meus leitores que me desculpem o desabafo, mas não consigo ficar sem escrever e sem exprimir a minha revolta face à hipocrisia médica. Espreitava hoje o meu blogue, e a publicidade que aparece no adsense quando dou conta de uma clínica em Alvalade que também oferecia tratamentos de acupunctura. Procurei informações sobre a acupuntura e dei de caras com um texto deplorável, bastante apreciado por médicos, e que denuncia mais a sua veia politica que humana.

Após a lenga lenga leiga e inculta do costume sobre as energias yin e yang e os desequilíbrios energéticos, surge uma parte que afirma:

“Ainda erradamente apelidada de medicina alternativa por pseudo profissionais, a Acupunctura não merece ser qualificada como tal, pelo aspecto depreciativo com que esse termo a rotula. Há sim, e apenas, MEDICINA.”(1)

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